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CULTURAS DO BRASIL
CULTURAS DO BRASIL


A LEI DA CULTURA BRASILEIRA

 

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

CAPÍTULO I

 Disposições Preliminares

Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a:

I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;

II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;

III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;

IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;

V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;

VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;

VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;

VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;

IX - priorizar o produto cultural originário do País.

Art. 2° O Pronac será implementado através dos seguintes mecanismos:

I - Fundo Nacional da Cultura (FNC);

II - Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart);

III - Incentivo a projetos culturais.

§ 1o Os incentivos criados por esta Lei somente serão concedidos a projetos culturais cuja exibição, utilização e circulação dos bens culturais deles resultantes sejam abertas, sem distinção, a qualquer pessoa, se gratuitas, e a público pagante, se cobrado ingresso.(Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 11.646, de 2008) 

§ 2o É vedada a concessão de incentivo a obras, produtos, eventos ou outros decorrentes, destinados ou circunscritos a coleções particulares ou circuitos privados que estabeleçam limitações de acesso. (Incluído pela Lei nº 11.646, de 2008)

Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos:

I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:

a) concessão de bolsas de estudo, pesquisa e trabalho, no Brasil ou no exterior, a autores, artistas e técnicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil;

b) concessão de prêmios a criadores, autores, artistas, técnicos e suas obras, filmes, espetáculos musicais e de artes cênicas em concursos e festivais realizados no Brasil;

c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos;

II - fomento à produção cultural e artística, mediante:

a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural;

b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;

c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;

d) cobertura de despesas com transporte e seguro de objetos de valor cultural destinados a exposições públicas no País e no exterior;

e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres;

III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:

a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos;

b) conservação e restauração de prédios, monumentos, logradouros, sítios e demais espaços, inclusive naturais, tombados pelos Poderes Públicos;

 

II - despesas efetuadas por pessoas físicas ou jurídicas com o objetivo de conservar, preservar ou restaurar bens de sua propriedade ou sob sua posse legítima, tombados pelo Governo Federal, desde que atendidas as seguintes disposições:

a) preliminar definição, pelo Instituto Brasileiro do Patrimônio Cultural - IBPC, das normas e critérios técnicos que deverão reger os projetos e orçamentos de que trata este inciso;

b) aprovação prévia, pelo IBPC, dos projetos e respectivos orçamentos de execução das obras;

c) posterior certificação, pelo referido órgão, das despesas efetivamente realizadas e das circunstâncias de terem sido as obras executadas de acordo com os projetos aprovados.

Art. 25. Os projetos a serem apresentados por pessoas físicas ou pessoas jurídicas, de natureza cultural para fins de incentivo, objetivarão desenvolver as formas de expressão, os modos de criar e fazer, os processos de preservação e proteção do patrimônio cultural brasileiro, e os estudos e métodos de interpretação da realidade cultural, bem como contribuir para propiciar meios, à população em geral, que permitam o conhecimento dos bens de valores artísticos e culturais, compreendendo, entre outros, os seguintes segmentos:

I - teatro, dança, circo, ópera, mímica e congêneres;

II - produção cinematográfica, videográfica, fotográfica, discográfica e congêneres;

III - literatura, inclusive obras de referência;

IV - música;

V - artes plásticas, artes gráficas, gravuras, cartazes, filatelia e outras congêneres;

VI - folclore e artesanato;

VII - patrimônio cultural, inclusive histórico, arquitetônico, arqueológico, bibliotecas, museus, arquivos e demais acervos;

VIII - humanidades; e

IX - rádio e televisão, educativas e culturais, de caráter não-comercial.

Parágrafo único. Os projetos culturais relacionados com os segmentos do inciso II deste artigo deverão beneficiar exclusivamente as produções independentes, bem como as produções culturais-educativas de caráter não comercial, realizadas por empresas de rádio e televisão. (Redação dada pela Lei 9.874, de 1999)

Art. 26. O doador ou patrocinador poderá deduzir do imposto devido na declaração do Imposto sobre a Renda os valores efetivamente contribuídos em favor de projetos culturais aprovados de acordo com os dispositivos desta Lei, tendo como base os seguintes percentuais: (Vide arts. 5º e 6º, Inciso II da Lei nº 9.532 de, 1997)

I - no caso das pessoas físicas, oitenta por cento das doações e sessenta por cento dos patrocínios;

II - no caso das pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, quarenta por cento das doações e trinta por cento dos patrocínios.

§ 1o A pessoa jurídica tributada com base no lucro real poderá abater as doações e patrocínios como despesa operacional.

§ 2o O valor máximo das deduções de que trata o caput deste artigo será fixado anualmente pelo Presidente da República, com base em um percentual da renda tributável das pessoas físicas e do imposto devido por pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real.

§ 3o Os benefícios de que trata este artigo não excluem ou reduzem outros benefícios, abatimentos e deduções em vigor, em especial as doações a entidades de utilidade pública efetuadas por pessoas físicas ou jurídicas.

§ 4o (VETADO)

§ 5o O Poder Executivo estabelecerá mecanismo de preservação do valor real das contribuições em favor de projetos culturais, relativamente a este Capítulo.

Art. 27. A doação ou o patrocínio não poderá ser efetuada a pessoa ou instituição vinculada ao agente.

§ 1o Consideram-se vinculados ao doador ou patrocinador:

a) a pessoa jurídica da qual o doador ou patrocinador seja titular, administrador, gerente, acionista ou sócio, na data da operação, ou nos doze meses anteriores;

b) o cônjuge, os parentes até o terceiro grau, inclusive os afins, e os dependentes do doador ou patrocinador ou dos titulares, administradores, acionistas ou sócios de pessoa jurídica vinculada ao doador ou patrocinador, nos termos da alínea anterior;

c) outra pessoa jurídica da qual o doador ou patrocinador seja sócio.

§ 2o Não se consideram vinculadas as instituições culturais sem fins lucrativos, criadas pelo doador ou patrocinador, desde que devidamente constituídas e em funcionamento, na forma da legislação em vigor. (Redação dada pela Lei 9.874, de 1999)

 

Art. 28. Nenhuma aplicação dos recursos previstos nesta Lei poderá ser feita através de qualquer tipo de intermediação.

Parágrafo único. A contratação de serviços necessários à elaboração de projetos para a obtenção de doação, patrocínio ou investimento, bem como a captação de recursos ou a sua execução por pessoa jurídica de natureza cultural, não configura a intermediação referida neste artigo. (Redação dada pela Lei 9.874, de 1999)

Art. 29. Os recursos provenientes de doações ou patrocínios deverão ser depositados e movimentados, em conta bancária específica, em nome do beneficiário, e a respectiva prestação de contas deverá ser feita nos termos do regulamento da presente Lei.

Parágrafo único. Não serão consideradas, para fins de comprovação do incentivo, as contribuições em relação às quais não se observe esta determinação.

Art. 30. As infrações aos dispositivos deste capítulo, sem prejuízo das sanções penais cabíveis, sujeitarão o doador ou patrocinador ao pagamento do valor atualizado do Imposto sobre a Renda devido em relação a cada exercício financeiro, além das penalidades e demais acréscimos previstos na legislação que rege a espécie.

§ 1o Para os efeitos deste artigo, considera-se solidariamente responsável por inadimplência ou irregularidade verificada a pessoa física ou jurídica propositora do projeto. (Renumerado do parágrafo único pela Lei 9.874, de 1999)

§ 2o A existência de pendências ou irregularidades na execução de projetos da proponente junto ao Ministério da Cultura suspenderá a análise ou concessão de novos incentivos, até a efetiva regularização. (Incluído pela Lei 9.874, de 1999)

§ 3o Sem prejuízo do parágrafo anterior, aplica-se, no que couber, cumulativamente, o disposto nos arts. 38 e seguintes desta Lei. (Incluído pela Lei 9.874, de 1999)

CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 31. Com a finalidade de garantir a participação comunitária, a representação de artista e criadores no trato oficial dos assuntos da cultura e a organização nacional sistêmica da área, o Governo Federal estimulará a institucionalização de Conselhos de Cultura no Distrito Federal, nos Estados, e nos Municípios.

Art. 32. Fica instituída a Comissão Nacional de incentivo à Cultura - CNIC, com a seguinte composição:

I - o Secretário da Cultura da Presidência da República;

II - os Presidentes das entidades supervisionadas pela SEC/PR;

III - o Presidente da entidade nacional que congregar os Secretários de Cultura das Unidades Federadas;

IV - um representante do empresariado brasileiro;

V - seis representantes de entidades associativas dos setores culturais e artísticos de âmbito nacional.

§ 1o A CNIC será presidida pela autoridade referida no inciso I deste artigo que, para fins de desempate terá o voto de qualidade.

§ 2o Os mandatos, a indicação e a escolha dos representantes a que se referem os incisos IV e V deste artigo, assim como a competência da CNIC, serão estipulados e definidos pelo regulamento desta Lei.

Art. 33. A SEC/PR, com a finalidade de estimular e valorizar a arte e a cultura, estabelecerá um sistema de premiação anual que reconheça as contribuições mais significativas para a área:

I - de artistas ou grupos de artistas brasileiros ou residentes no Brasil, pelo conjunto de sua obra ou por obras individuais;

II - de profissionais da área do patrimônio cultural;

III - de estudiosos e autores na interpretação crítica da cultura nacional, através de ensaios, estudos e pesquisas.

Art. 34. Fica instituída a Ordem do Mérito Cultural, cujo estatuto será aprovado por Decreto do Poder Executivo, sendo que as distinções serão concedidas pelo Presidente da República, em ato solene, a pessoas que, por sua atuação profissional ou como incentivadoras das artes e da cultura, mereçam reconhecimento. (Regulamento)

Art. 35. Os recursos destinados ao então Fundo de Promoção Cultural, nos termos do art. 1o, § 6o, da Lei no 7.505, de 2 de julho de 1986, serão recolhidos ao Tesouro Nacional para aplicação pelo FNC, observada a sua finalidade.

Art. 36. O Departamento da Receita Federal, do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento, no exercício de suas atribuições específicas, fiscalizará a efetiva execução desta Lei, no que se refere à aplicação de incentivos fiscais nela previstos.

Art. 37. O Poder Executivo a fim de atender o disposto no art. 26, § 2o, desta Lei, adequando-o às disposições da Lei de Diretrizes Orçamentárias, enviará, no prazo de 30 dias, Mensagem ao Congresso Nacional, estabelecendo o total da renúncia fiscal e correspondente cancelamento de despesas orçamentárias.

Art. 38. Na hipótese de dolo, fraude ou simulação, inclusive no caso de desvio de objeto, será aplicada, ao doador e ao beneficiário, multa correspondente a duas vezes o valor da vantagem recebida indevidamente.

Art. 39. Constitui crime, punível com a reclusão de dois a seis meses e multa de vinte por cento do valor do projeto, qualquer discriminação de natureza política que atente contra a liberdade de expressão, de atividade intelectual e artística, de consciência ou crença, no andamento dos projetos a que se refere esta Lei.

Art. 40. Constitui crime, punível com reclusão de dois a seis meses e multa de vinte por cento do valor do projeto, obter redução do imposto de renda utilizando-se fraudulentamente de qualquer benefício desta Lei.

§ 1o No caso de pessoa jurídica respondem pelo crime o acionista controlador e os administradores que para ele tenham concorrido.

§ 2o Na mesma pena incorre aquele que, recebendo recursos, bens ou valores em função desta Lei, deixa de promover, sem justa causa, atividade cultural objeto do incentivo.

Art. 41. O Poder Executivo, no prazo de sessenta dias, Regulamentará a presente lei.

Art. 42. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 43. Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 23 de dezembro de 1991; 170° da Independência e 103° da República.

FERNANDO COLLOR
Jarbas Passarinho

publicado no DOU de 24.12.1991.

 


 

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    • Atualizado em: 25/02/2013 •
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Cultura do Brasil


A cultura brasileira reflecte os vários povos que constituem a demografia deste país

sul-americano: indígenas, europeus, africanos, asiáticos, árabes etc. Como resultado da intensa miscigenação de povos, surgiu uma realidade cultural peculiar, que sintetiza as várias culturas.

A tensão entre o que seria considerado uma cultura popular e uma erudita sempre foi bastante problemática no país. Durante um longo período da história, desde os Descobrimentos até meados dos séculos XIX e XX, a distância entre a cultura erudita e a popular era bastante grande: enquanto a primeira buscava ser uma cópia fiel dos cânones e estilos europeus, a segunda era formada pela adaptação das culturas dos diferentes povos que formaram o povo brasileiro num conjunto de valores, estéticas e hábitos rejeitado e desprezado pelas elites. Grande parte do projecto estético modernista foi o de resgatar nos campos considerados "nobres" da Cultura (nas artes em geral, na literatura, na música, etc) e até mesmo nos hábitos quotidianos a vertente popular, considerando-a como a legítima cultura brasileira.

Actualmente, o país passa por um processo de integração cultural no Mercosul, e, de forma a acelerar esse processo, está a criar a Universidade do Mercosul, uma instituição multicampi que terá unidades em todos os países do bloco, inclusive os associados. 

Formação da cultura brasileira

Os portugueses

Dentre os diversos povos que formaram o Brasil, foram os europeus aqueles que exerceram maior influência na formação da cultura brasileira, principalmente os de origem portuguesa. Durante 322 anos o País foi colónia de Portugal e houve uma transplantação da cultura da metrópole para as terras sul-americanas. Os colonos portugueses chegaram em maior número à colónia a partir do século XVIII, sendo já neste século o Brasil um país Católico e de língua dominante portuguesa.

  Os indígenas

Segundo alguns historiadores, séculos de dominação moura e relação com outras civilizações facilitaram o contacto entre os colonos portugueses e os indígenas brasileiros, todavia isso não impediu que os nativos fossem dizimados pela acção colonizadora.

As primeiras décadas de colonização possibilitaram uma rica fusão entre a cultura dos europeus e a dos indígenas, dando margem à formação de elementos como a Língua geral, que influenciou o português falado no Brasil, e diversos aspectos da cultura indígena herdadas pela actual civilização brasileira. Além da dizimação dos povos autóctones, houve a acção da catequese e a intensa miscigenação, o que contribuiu para que muitos desses aspectos culturais fossem perdidos. A influência indígena faz-se mais forte em certas regiões do país em que esses grupos conseguiram manter-se mais distantes da acção colonizadora e em zonas povoadas recentemente, principalmente na Região Norte do Brasil.

  Os africanos

A cultura africana chegou através dos povos escravizados trazidos para o Brasil num longo período que durou de 1550 à 1850. A diversidade cultural de África contribuiu para uma maior multiplicidade do povo brasileiro. Os próprios escravos eram de etnias diferentes, falavam idiomas diferentes e tinham tradições distintas. Assim como a indígena, a cultura africana fora subjugada pelos colonizadores, sendo os escravos baptizados antes de chegarem ao Brasil. Na colónia aprendiam o português e eram baptizados com nomes portugueses e obrigados converter-se ao catolicismo. Alguns grupos, como os escravos das etnias hauçá e nagô, de religião islâmica, já traziam uma herança cultural e sabiam escrever em árabe e outros, como os bantos, eram monoteístas. Através do sincretismo religioso, os escravos adoravam os seus orixás através de santos Católicos, dando origem às religiões afro-brasileiras como o Candomblé.

Os negros legaram para a cultura brasileira uma enormidade de elementos: na dança, música, religião, cozinha e no idioma. Essa influência faz-se notar em praticamente todo o País, embora em certas zonas (nomeadamente nos estados do Nordeste como Bahia e Maranhão) a cultura afro-brasileira seja mais presente.  

Os imigrantes

A imigração europeia foi incentivada não apenas para suprir o fim da mão-de-obra escrava, mas também foi promovida pelo governo, que tinha a intenção de branquear o Brasil e europeizar a sua cultura, afinal, a maior parte da população no século XIX era composta por negros e mestiços. Dentre os diversos grupos de imigrantes que aportaram ao Brasil, foram os italianos que chegaram em maior número, entre 1870 e 1950. Espalharam-se desde o sul de Minas Gerais até ao Rio Grande do Sul, sendo que a maior parte instalou-se na região de São Paulo. Além dos italianos, destacaram-se os alemães, que chegaram em fluxo contínuo desde 1824. Esses fixaram-se primariamente na Região Sul do Brasil, onde diversas regiões herdaram influências germânicas desses colonos.

Os imigrantes que se fixaram na zona rural do Brasil meridional, vivendo em pequenas propriedades familiares (sobretudo alemães e italianos), conseguiram manter os costumes do país de origem, criando no Brasil uma cópia das terras que deixaram na Europa. Em contrapartida, os imigrantes que se fixaram nas grandes fazendas e nos centros urbanos do Sudeste (portugueses, espanhóis e árabes), rapidamente se integraram na sociedade brasileira, perdendo muitos aspectos da herança cultural do país de origem. A contribuição asiática viria com a imigração japonesa, porém de forma mais limitada.

 

Religiosidade Individual

Nem todos os brasileiros e brasileiras consideram-se membros de qualquer religião, organizada ou não. Prevalece a liberdade de culto dentro do Estado Brasileiro. De acordo com a Constituição Federal, a participação de cidadãos brasileiros em quaisquer actividades religiosas no país é um direito e uma responsabilidade individual que não deve jamais ser abdicada, sofrer quaisquer tipos de coerções e/ou incitações. Nenhuma religião está acima das leis seculares vigentes em solo nacional.

Cerca de três quartos da população brasileira segue a Religião Católica Romana, o que faz do país o maior em número absoluto de católicos no mundo. Há ainda um pequeno número de seguidores da Igreja Católica Apostólica Brasileira. Seguem o Protestantismo 15 por cento da população (a maior parte através de igrejas evangélicas pentecostais), 1 por cento é espírita, 0,5 por cento é testemunha de Jeová e cerca de 7 por cento não tem religião. Outras religiões que, apesar de poucos praticantes, merecem citação são as religiões de origem africana (praticadas por vezes em sincretismo com a religião católica), como a Umbanda e o Candomblé. O Judaísmo, o budismo, o islamismo e hinduismo (hare krisna) têm um número reduzido de seguidores no Brasil, geralmente concentrados em cidades do Sul, Sudeste ou Nordeste. 

Artes

Literatura

As primeiras manifestações literárias no país resumem-se basicamente à produção de textos narrativos sobre o país inseridos no contexto dos Descobrimentos. A produção literária de ficção, propriamente dita só vem a ocorrer efectivamente com a inauguração do Barroco.

A preocupação em produzir uma literatura genuinamente nacional começa a existir com a intenção nacionalista romântica, mas esta limita-se a buscar temáticas supostamente brasileiras (como o indigenismo e o regionalismo) e repetir as formas europeias. Algo semelhante ocorre com o Realismo e o Naturalismo, ainda que autores como Machado de Assis tenham sido considerados altamente inovadores.

Os vários movimentos modernos que explodem no início do Século XX (entre os quais destaca-se o antropofágico representado por Mário e Oswald de Andrade) têm por princípio rejeitar os valores europeus e buscar aquilo que é genuinamente nacional, digerindo a cultura estrangeira e devolvendo-a sintetizada à nacional.


Artes visuais

Até meados do século XIX a produção plástica das artes brasileiras possui pouco destaque, exceptuando o trabalho de Aleijadinho e Manuel da Costa Ataíde no Barroco mineiro. De mencionar ainda a produção de artistas estrangeiros que durante o período colonial estiveram no país registando as paisagens e hábitos locais, como Albert Eckhout.

A pintura brasileira do Século XIX é bastante académica, altamente influenciada pelo trabalho da Missão Artística Francesa (da qual faziam parte nomes como Jean Baptiste Debret e Nicolas-Antoine Taunay). A referida Missão foi responsável pela criação da Escola Imperial de Belas Artes. Desse período, destacam-se as pinturas históricas de Victor Meirelles e Pedro Américo.

Música

Alguns dos géneros musicais populares originários do Brasil mais conhecidos são o Choro, o Samba, a Bossa Nova e a Música Popular Brasileira. Como chorões podemos destacar Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e Altamiro Carrilho. Exemplos de sambistas são Cartola e Noel Rosa. O maestro Tom Jobim, o poeta Vinícius de Moraes e João Gilberto, por outro lado, são nomes conhecidos ligados à Bossa Nova e cuja obra teve repercussão internacional, tendo sido gravada por nomes como Frank Sinatra e Stan Getz. Posteriormente à Bossa Nova, o movimento conhecido como Tropicália também teve um papel de destaque como música de vanguarda e experimental.

Mas o Brasil tinha também um papel importante na tradição clássica. Considera-se que o primeiro grande compositor brasileiro foi José Maurício Nunes Garcia, contemporâneo de Mozart e Beethoven. Carlos Gomes, autor da ópera O Guarani, adaptação do romance homónimo de José de Alencar, foi o primeiro compositor brasileiro a ter projecção internacional. No século XX destaca-se o trabalho de Heitor Villa-Lobos, responsável pela assimilação, por parte da música erudita, de diversos elementos da cultura popular, como os violões e determinados ritmos. Outros compositores importantes, na linha da música erudita são Guerra Peixe, Cláudio Santoro e Camargo Guarnieri. Na actualidade, destacam-se obras de compositores contemporâneos como Amaral Vieira, Edino Krieger e Osvaldo Lacerda. 

Arquitectura

A arquitetura bandeirista e o barroco mineiro são considerados por muitos estudiosos como expressões de estilos europeus que encontraram no Brasil uma manifestação e linguagem próprias, evidenciando-se das suas contrapartes metropolitanas. A primeira refere-se à produção realizada basicamente no que seria hoje o Estado de São Paulo, pelas famílias dos bandeirantes, inspirando-se numa estética próxima, ainda que bastante alterada, do maneirismo. A segunda corresponde a um tipo de barroco (ainda que muitos o considerem mais próximo do Rococó) representado especialmente pelas igrejas construídas por Aleijadinho.

A arquitectura brasileira teve o seu ponto culminante no movimento modernista, com a construção de Brasília, por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.

 


http://www.youtube.com/watch?v=Cx8E8-zN0js&feature=player_detailpage#t=97s

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A NOSSA HOMENAGEM Á NZINGA MBANDI NGOLA

 

 A escravidão é a maior violencia social principalmente dos povos AFRICANOS os Paises colonizados assim como o Brasil derramaram sangue perderam sua identidade e foram obrigados a viverem na mais pura e vergonhosa miséria.Contudo, tambem tiveram martires e heróis e, uma marcante e combativa heroína sem duvida para todos nós. Ginga é simbolo de luta e resistencia, Angolana que nasceu junto com invasão Portuguesa. Se tornou Rainha após a morte do seu irmão,comandando a resistencia contra a colonização.


Por que o culto do orixá é chamado de Candomblé?

Em 1830, algumas mulheres negras originárias de Ketu, na Nigéria, e pertencentes a irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reuniram-se para estabelecer uma forma de culto que preservasse as tradições africanas aqui, no Brasil.Segundo documentos históricos da época, esta reunião aconteceu na antiga Ladeira do Bercô; hoje, Rua Visconde de Itaparica, próximo a Igreja da Barroquinha na cidade de São Salvador – Estado da Bahia.

Desta reunião, que era formada por várias mulheres, como foi relatado anteriormente, uma mulher ajudada por Baba-Asiká, um ilustre africano da época, se destacou:

- Íyànàssó Kalá ou Oká, cujo o òrúnkó no orixá era Íyàmagbó-Olódùmarè.

 Mas, o motivo principal desta reunião era estabelecer um culto africanista no Brasil, pois viram essas mulheres, que se alguma coisa não fosse feita aos seus irmãos negros e descendentes, nada teriam para preservar o “culto de orixá”, já que os negros que aqui chegavam eram batizados na Igreja Católica e obrigados a praticarem assim a religião católica.

 Porém, como praticar um culto de origem tribal, numa terra distante de sua ìyá ìlú àiyé èmí, ou a mãe pátria terra da vida, como era chamada a África, pelos antigos africanos?

 Primeiro, tentaram fazer uma fusão de várias mitologias, dogmas e liturgias africanas. Este culto, no Brasil, teria que ser similar ao culto praticado na África, em que o principal quesito para se ingressar em seus mistérios seria a iniciação. Enquanto na África a iniciação é feita muitas vezes em plena floresta, no Brasil foi estabelecida uma mini-África, ou seja, a casa de culto teria todos os orixás africanos juntos. Ao contrário da África, onde cada orixá está ligado a uma aldeia, ou cidade; por exemplo: Xangô em Oyó, Oxum em Ijexá e Ijebu e assim por diante.

 

Mas, por que esse culto foi denominado de Candomblé?

Este culto da forma como é aqui praticado e chamado de Candomblé, não existe na África. O que existe lá é o que se chama de culto ao orixá, ou seja, cada região africana cultua um orixá e só inicia elegun ou pessoa daquele orixá. Portanto, a palavra Candomblé foi uma forma de denominar as reuniões feitas pelos escravos, para cultuar seus deuses, porque também era comum chamar de Candomblé toda festa ou reunião de negros no Brasil. Por esse motivo, antigos Babalorixás e Yalorixás evitavam chamar o “culto dos orixás” de Candomblé. Eles não queriam com isso serem confundidos com estas festas. Mas, com o passar do tempo a palavra Candomblé foi aceita e passou a definir um conjunto de cultos vindo de diversas regiões africanas.

 A palavra Candomblé possui 2 (dois) significados entre os pesquisadores: Candomblé seria uma modificação fonética de “Candonbé”, um tipo de atabaque usado pelos negros de Angola; ou ainda, viria de “Candonbidé”, que quer dizer “ato de louvar, pedir por alguém ou por alguma coisa”.

 Como forma complementar de culto, a palavra Candomblé passou a definir o modelo de cada tribo ou região africana, conforme a seguir:

 Candomblé da Nação Ketu

 Candomblé da Nação Jeje

 Candomblé da Nação Angola

 Candomblé da Nação Congo

 Candomblé da Nação Muxicongo

 A palavra “Nação” entra aí não para definir uma nação política, pois Nação Jeje não existia em termos políticos. O que é chamado de Nação Jeje é o Candomblé formado pelos povos vindos da região do Dahomé e formado pelos povos Mahin.

 Os grupos que falavam a língua yorubá entre eles os de Oyó, Abeokutá, Ijexá, Ebá e Benin vieram constituir uma forma de culto denominada de Candomblé da Nação Ketu.

 Ketu era uma cidade igual as demais, mas no Brasil passou a designar o culto de Candomblé da Nação Ketu ou Alaketu. Esses yorubás, quando guerrearam com os povos Jejes e perderam a batalha, se tornaram escravos desses povos, sendo posteriormente vendidos ao Brasil.  Quando os yorubás chegaram naquela região sofridos e maltratados, foram chamados pelos fons de ànagô, que quer dizer na língua fon, “piolhentos, sujos” entre outras coisas. A palavra com o tempo se modificou e ficou nàgó e passou a ser aceita pelos povos yorubás no Brasil, para definir as suas origens e uma forma de culto. Na verdade, não existe nenhuma nação política denominada nagô. No Brasil, a palavra nàgó passou a denominar os Candomblés também de Xamba da região norte, mais conhecido como Xangô do Nordeste.

 Os Candomblés da Bahia e do Rio de Janeiro passaram a ser chamados de Nação Ketu com raízes yorubás.  Porém, existem variações de Nações, por exemplo, Candomblé da Nação Efan e Candomblé da Nação Ijexá. Efan é uma cidade da região de Ijexá próxima a Osobô e ao rio Oxum. Ijexá não é uma nação política. Ijexá é o nome dado às pessoas que nascem ou vivem na região de Ilexá. O que caracteriza a Nação Ijexá no Brasil é a posição que desfruta Oxum como a rainha dessa nação. Da mesma forma como existe uma variação no Ketu, há também no Jeje, como por exemplo, Jeje Mahin. Mahin era uma tribo que existia próximo à cidade de Ketu. Os Candomblés da Nação Angola e Congo foram desenvolvidos no Brasil com a chegada desses africanos vindos de Angola e Congo. A partir de Maria Neném e depois os Candomblés de Mansu Bunduquemqué do falecido Bernardino Bate-folha e Bam Dan Guaíne muitas formas surgiram seguindo tradições de cidades como Casanje, Munjolo, Cabinda, Muxicongo e outras. Nesse estudo sobre Nações de Candomblé, poderia relatar sobre outras formas de Candomblé, como por exemplo, Nagô-vodun que é uma fusão de costumes yorubás e Jeje, e o Alaketu de sua atual dirigente Olga de Alaketu. O Alaketu não é uma nação específica, mas sim uma Nação yorubá com a origem na mesma região de Ketu, cuja história no Brasil soma-se mais de 350 (trezentos e cinqüenta) anos ao tempo dos ancestrais da casa: Otampé, Ojaró e Odé Akobí. A verdade é que o culto nigeriano de orixá, chamado de Candomblé no Brasil, foi organizado por mulheres para mulheres. Antigamente, nas primeiras casas de Candomblé, os homens não entravam na roda de dança para os orixás. Mesmo os que tornavam-se Babalorixás tinham uma conduta diferente quanto a roda de dança. Desta forma, a participação dos homens era puramente circunstancial. Daí ter-se que se inserir no culto vários cargos para homens, como por exemplo, os cargos de ogans.

 Hoje, a palavra Candomblé define no Brasil o que chamamos de culto afro-brasileiro, ou seja: “Uma Cultura Africana em Solo Brasileiro”.

 Orixás - Click

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        Escrever sobre Umbanda sem citarmos Zélio Fernandino de Moraes é praticamente impossível. Ele, assim como Allan Kardec, foram os intermediários escolhidos pelos espíritos para divulgar a religião aos homens.
        Zélio Fernandino de Moraes nasceu no dia 10 de abril de 1891, no distrito de Neves, município de São Gonçalo - Rio de Janeiro.

        Sua mãe, D. Leonor de Moraes figura conhecida na região onde morava e que incorporava o espírito de um preto velho chamado Tio Antônio. O Pai de Zélio de Moraes Sr. Joaquim Fernandino Costa, apesar de não freqüentar nenhum centro espírita, já era um adepto do espiritismo, praticante do hábito da leitura de literatura espírita.   Após 55 anos de atividade, entregou a direção dos trabalhos da Tenda Nossa Senhora da Piedade a suas filhas Zélia (desencarnou em 26.04.2000) e Zilméia.
        Mais tarde junto com sua esposa Maria Isabel de Moraes, médium ativa da Tenda e aparelho do Caboclo Roxo fundaram a Cabana de Pai Antonio no distrito de Boca do Mato, município de Cachoeira do Macacú – RJ. Eles dirigiram os trabalhos enquanto a saúde de Zélio permitiu. Faleceu aos 84 anos no dia 03 de outubro de 1975.

 

http://www.paimaneco.com.br/zelio.html 


DIA: Segunda-feira. 

CORES: Preto (ou seja, a fusão das cores primárias) e vermelho. 

SÍMBOLOS: Ogó de forma fálica, falo erecto. 

ELEMENTOS: Terra e fogo. 

DOMÍNIOS Sexo, magia, união, poder e transformação. 

SAUDAÇÃO Laroié! 

Exu (Èsù) é a figura mais controversa do panteão africano, o mais humano dos orixás, senhor do princípio e da transformação. Deus da terra e do universo; na verdade, Exu é a ordem, aquele que se multiplica e se transforma na unidade elementar da existência humana. Exu é o ego de cada ser, o grande companheiro do homem no seu dia-a-dia. Muitas são as confusões e equívocos relacionados com Exu, o pior deles associa-o à figura do diabo cristão; pintam-no como um deus voltado para a maldade, para a perversidade, que se ocuparia em semear a discórdia entre os seres humanos. Na realidade, Exu contém em si todas as contradições e conflitos inerentes ao ser humano. Exu não é totalmente bom nem totalmente mau, assim como o homem: um ser capaz de amar e odiar, unir e separar, promover a paz e a guerra. O maniqueísmo, próprio das grandes religiões monoteístas, não se aplica ao Candomblé, muito menos a Exu. A cultura africana desconhece oposições, em especial a oposição entre bem e mal; sabe-se aqui que o bem de um pode perfeitamente ser o mal de outro, portanto, cada um deve dar o melhor de si para obter tudo de bom na sua vida, sempre cultuando, agradando e agradecendo a Exu, para que ele seja, no seu quotidiano, a manifestação do amor, da sorte, da riqueza e da prosperidade. Exu é o orixá que entende como ninguém o princípio da reciprocidade, e, se agradado como se deve, saberá retribuir; quando agradecido pela sua retribuição, torna-se amigo e fiel escudeiro. No entanto, quando esquecido é o pior dos inimigos e volta-se contra o negligente, tirando-lhe a sorte, fechando-lhe os caminhos e trazendo catástrofes e dissabores. 

Exu é a figura mais importante da cultura iorubá. Sem ele o mundo não faria sentido, pois só através de Exu é que se chega aos demais orixás e ao Deus Supremo Olodumaré. Exu fala toda as línguas e permite a comunicação entre o orum e o aiê, entre os orixás e os homens. Exu é o dono do mercado, o seu guardião, por isso todo o comerciante e aqueles que lidam com venda devem agradar a Exu. As vendedoras de acarajé, por exemplo, oferecem sempre o primeiro bolinho a Exu, atirando-o à rua, não só para vender bem, mas também par afastar as perturbações, evitar assaltos etc., ou seja, para que Exu seja de facto um guardião e proteja o seu negócio.É importante ressaltar que Exu não tem amigos nem inimigos. Exu protege sempre aqueles que o agradam e sabem retribuir os seus favores.Exu foi a primeira forma dotada de existência individual. Não se sabe ao certo a sua região de origem em África, pois em todos os reinos se presta culto a Exu. Sabe-se, no entanto, que chegou a ser rei de Kêtu. Exu renasceu várias vezes e a sua história revela que é filho de Orunmilá ou de Oxum, dependendo do momento em que renasce. 

Características dos filhos de Exu 

Os filhos de Exu são alegres, sorridentes, estão sempre de bem com a vida, são ambiciosos, extrovertidos, espertos, inteligentes, atentos. Sabem como ninguém ser sociáveis e diplomáticos, pois conhecem o valor de uma boa amizade, fazem questão de manter o maior número possível de amigos.Rapidamente, os filhos de Exu se tornam pessoas populares, amadas por uns, odiadas por outros. Extremamente dinâmicos, os filhos deste orixá não se desanimam nunca, mantêm sempre a certeza de que as coisas, mais cedo ou mais tarde, acabam por mudar a seu favor.Pessoas com impressionante facilidade de comunicação, boa lábia, com charme conseguem tudo o que querem. Irónicas e perigosas, costumam manter uma vida sexual bastante agitada, sem pudores. São pessoas extremamente rápidas, que não pensam: fazem.Os filhos de Exu possuem uma facilidade impressionante para entrar e sair de confusões, são do tipo que arma a bagunça, sai ileso e ainda se diverte com as consequências. Esquecem facilmente as ofensas, não guardam rancor, mas não perdem a oportunidade de se vingar. Gostam da rua, das festas e das conversas intermináveis, comportamento próprio de um orixá que é só alegria.

 OXALÁ é o detentor do poder genitor masculino. Todas suas representações incluem o branco. E um elemento fundamental dos primórdios, massa de ar e massa de água, a protoforma e a formação de todo tipo de criaturas no AIYE e no ORUN. Ao incorporar-se, assume duas formas: OXAGUIÃ jovem guerreiro, e OXALUFÃ, velho apoiado num bastão de prata (APAXORÓ). OXALÁ é alheio a toda violência, disputas, brigas, gosta de ordem, da limpeza, da pureza. Sua cor é o branco e o seu dia é a sexta-feira. Seus filhos devem vestir branco neste dia. Pertencem a OXALÁ os metais e outras substancias brancas.
Na África, todos os Orixás relacionados a criação são designados pelo nome genérico de Orixá Fun Fun. O mais importante entre todos eles chama-se Orixalá(Òrìsanlà), ou seja, o grande Orixá, que nas terras de Igbó e Ifé é cultuado cmo Obatalá, rei do pano branco. Eram cerca de 154 Orixás Fun Fun, mas no Brasil a quantidade se reduz significativamete, sendo que dois, Orixá Olùfón, rei de Ifón (Oxalufã), Orixá Ógìyán, o comedor de inhame e rei de Egigbó(Oxaguiã), tornaram-se suas expressões mais conhecidas.

A designação de Orixá Fun Fun se deve ao fato de a cor branca configurar-se como a cor da criação, guardando a essência de todas as demais. O brando representa todas as possibilidades, a base de qualquer criação. O nome Orisanlá foi contraído e deu orígem a palavra Oxalá, e com esse nome o grande Deus-pai passoua ser conhecido no Brasil. Todos os Orixás Fun Fun foram reunidos    em Oxalá e divididos em várias qualidades de suas duas configurações principais: Òsálufón, Osagiyan, sendo este último, jovem e grerreiro, filho do primeiro mais velho e paciencioso.

Todas as histórias que relatam a criação do mundo passam necessariamente por Oxalá, que foi o primeiro Orixá concebido por Olodumaré e encarregado de criar não só o universo, como todos os seres, todas as coisas que existiríam no mundo.

A maior interdição de Oxalá é de fato o azeite-de-dendê, que jamais deve macular suas roupas, seus objetos sagrados, e muito menos o seu Alá. A ú nica coisa vermelha que Oxalá permite, é a pena de Ikodidè, prova de sua submissão ao poder genitor feminino.

Epó kété ó, Alà telè ó
Epó kété ó, Alà telè ó...

Evite o dendê, evite pisar no Alá
Evite o dendê, evite pisar no Alá.

O Alá representa a própria criação, está intimamente relacionado a concepção de cada ser; é a síntese do poder criador masculino. Sua função primeira já remete ao seu significado profundo. A ação de cobrir não evoca somente proteção, zelo, denota a atividade masculina no ato sexual.
No Xirê Oxalá é homenageado por último porque é o grande símbolo da síntese de todas as orígens. Ele representa a totalidade, o único Orixá que, como Exú, reside em todos os seres humanos. Todos são seus filhos, todos são irmãos, já que a humanidade vive sob o meso teto, o grande Alá que nos cobre e protege, o céu.
Qualidades de Oxaguian:
Oxalá Osoguiã ou Oxaguian (Orixá Ogiyan): Orixá jovem e guerreiro, cujo templo principal se encontra em Ejigbô. Tomou o título de Eleejigbô Rei de Ejigbô uma de suas características e o gosto pelo inhame pilado chamado lyán, que lhe valeu o apelido de Orisa-Je-Iyán ou Orisájiyan. A tradição exige que os habitantes de dois bairros Xolô e Oké Mapô lutem uns contra os outros a golpes de varas. É o único que tem autorização de enfeitar seus colares brancos com pedras azuis, chamadas Seguy. Está ligado ao culto de Iroko e dos espíritos, assim como a fertilidade e o culto ao inhame. É o pai de Oxossi Inlé, come com Ogunjá, Oxossi Inlé, Airá, Exu, Oyá e Onira. Tem muito fundamento com Oyá pois, é o dono do Atori, fundamento que lhe foi dado por ela, motivo pelo qual as pessoas de Guian devem agradar muito a Oyá. Vem pelos caminhos de Onira; tem ligação forte com Exu. Seus filhos devem evitar brigas e mentiras e principalmente, não devem enganar a Ogum.
Oxalá Ogiyan Ewúlee Jiigbo: Senhor de Ejigbô (conhecido pelo nome de Oxaguiã)
 
Na mitologia yorubá é um jovem guerreiro, um Oxalá jovem, seria filho de Oxalufon, identificado no jogo do merindilogun pelo odu ejionile e representado materialmente e imaterial pelo candomblé, através do assentamento sagrado denominado igba oxaguian. Seu templo principal é em Ejigbo, estado de Ọsun, onde ostenta o título de Eléèjìgbó, ou Rei de Ejigbo.
Em Lendas Africanas dos Orixás, Pierre Fatumbi Verger conta uma das lendas que Oxaguian teria nascido em Ifé, bem antes de seu pai tornar-se o rei de Ifan. Oxaguian, valente guerreiro, desejou, por sua vez, conquistar um reino. Partiu, acompanhado de seu amigo Awoledjê. Oxaguiã não tinha ainda este nome. Chegou num lugar chamado Ejigbô e aí tornou-se Elejigbô (Rei de Ejigbô). Oxaguiã tinha uma grande paixão por inhame pilado, comida que os iorubás chamam iyan. Elejigbô comia deste iyan a todo momento; comia de manhã, ao meio-dia e depois da sesta; comia no jantar e até mesmo durante a noite, se sentisse vazio seu estômago! Ele recusava qualquer outra comida, era sempre iyan que devia ser-lhe servido.
Chegou ao ponto de inventar o pilão para que fosse preparado seu prato predileto! Impressionados pela sua mania, os outros orixás deram-lhe um cognome: Oxaguiã, que significa "Orixá-comedor-de-inhame-pilado", e assim passou a ser chamado.
Awoledjê, seu companheiro, era babalawo, um grande adivinho, que o aconselhava no que devia ou não fazer. Certa ocasião, Awoledjê aconselhou a Oxaguiã oferecer: dois ratos de tamanho médio; dois peixes, que nadassem majestosamente; duas galinhas, cujo fígado fosse bem grande; duas cabras, cujo leite fosse abundante; duas cestas de caramujos e muitos panos brancos. Disse-lhe, ainda, que se ele seguisse seus conselhos, Ejigbô, que era então um pequeno vilarejo dentro da floresta, tornar-se-ia, muito em breve, uma cidade grande e poderosa e povoada de muitos habitantes.
Depois disso Awoledjê partiu em viagem a outros lugares. Ejigbô tornou-se uma grande cidade, como previra Awoledjê. Ela era arrodeada de muralhas com fossos profundos, as portas fortificadas e guardas armados vigiavam suas entradas e saídas.
Havia um grande mercado, em frente ao palácio, que atraía, de muito longe, compradores e vendedores de mercadorias e escravos. Elejigbô vivia com pompa entre suas mulheres e servidores. Músicos cantavam seus louvores. Quando falava-se dele, não se usava seu nome jamais, pois seria falta de respeito. Era a expressão Kabiyesi, isto é, Sua Majestade, que deveria ser empregada.
Ao cabo de alguns anos, Awoledjê voltou. Ele desconhecia, ainda, o novo esplendor de seu amigo. Chegando diante dos guardas, na entrada do palácio, Awoledjê pediu, familiarmente, notícias do "Comedor-de-inhame-pilado". Chocados pela insolência do forasteiro, os guardas gritaram: "Que ultraje falar desta maneira de Kabiyesi! Que impertinência! Que falta de respeito!" E caíram sobre ele dando-lhe pauladas e cruelmente jogaram-no na cadeia.
Awoledjê, mortificado pelos maus tratos, decidiu vingar-se, utilizando sua magia. Durante sete anos a chuva não caiu sobre Ejigbô, as mulheres não tiveram mais filhos e os cavalos do rei não tinham pasto. Elejigbô, desesperado, consultou um babalaô para remediar esta triste situação. "Kabiyesi, toda esta infelicidade é consequência da injusta prisão de um dos meus confrades! É preciso soltá-lo, Kabiyesi! É preciso obter o seu perdão!"
Awoledjê foi solto e, cheio de ressentimento, foi-se esconder no fundo da mata. Elejigbô, apesar de rei tão importante, teve que ir suplicar-lhe que esquecesse os maus tratos sofridos e o perdoasse.
"Muito bem! - respondeu-lhe. Eu permito que a chuva caia de novo, Oxaguiã, mas tem uma condição: Cada ano, por ocasião de sua festa, será necessário que você envie muita gente à floresta, cortar trezentos feixes de varetas. Os habitantes de Ejigbô, divididos em dois campos, deverão golpear-se, uns aos outros, até que estas varetas estejam gastas ou quebrem-se".
Desde então, todos os anos, no fim da seca, os habitantes de dois bairros de Ejigbô, aqueles de Ixalê Oxolô e aqueles de Okê Mapô, batem-se todo um dia, em sinal de contrição e na esperança de verem, novamente, a chuva cair.
A lembrança deste costume conservou-se através dos tempos e permanece viva, também, na Bahia.
Por ocasião das cerimônias em louvor a Oxaguiã, as pessoas batem-se umas nas outras, com leves golpes de vareta... e recebem, em seguida, uma porção de inhame pilado, enquanto Oxaguiã vem dançar com energia, trazendo uma mão de pilão, símbolo das preferências gastronômicas do Orixá "Comedor-de-inhame-pilado."

Brasil

Oxaguian é um Oxalá jovem. Sempre de branco. Usa espada, escudo, polvarim e mão de pilão. Guerreiro, seu dia da semana é sexta-feira. Come cabra, e é o dono do inhame.
Seu lugar no Panteão dos Orixás
Oxaguian ou Oxaguiã: Divindade Yorubá, cultuado no Candomblé afro-brasileiro.
Segundo a mitologia Yorubá, o universo foi criado por Olorum. Os filhos de Olorum são os Orixás, que receberam cada qual atribuições e responsabilidades sobre a criação de seu Pai. O primeiro e mais velhos dos Orixás é Oxalá, a quem se credita a criação do Homem.
Oxaguian é apontado como o aspecto jovem de Oxalá, outras vezes é apontado como filho de Oxalufã, o qual é tido como o aspecto velho de Oxalá. Oxaguian, "o moço", na sua forma "guerreira" de Oxalá, carrega uma espada, cheio de vigor e nobreza.
Na mitologia Yorubá, os Orixás associam-se a cidades ou regiões africanas, que seriam regidas ou favorecidas por seu respectivo Orixá. Seu templo principal é em Ejigbo, onde ostenta o título de Eléèjìgbó, ou Rei de Ejigbo.
Orixá do dinamismo e movimento construtivo, da cultura material. Seu domínio são as lutas diárias por sustento e trabalho e a paz. Oxaguian incentiva o trabalho e a superação. Oxaguian é o provedor, é o guerreiro da paz. Nunca entra numa batalha para perder, sempre ganhando suas lutas e superando quaisquer obstáculos.
É sempre retratado como um guerreiro forte, astuto e conquistador, Oxaguian rege as inovações, a busca pelo aprimoramento, o inconformismo. É um Orixá relacionado com o sustento do dia a dia, gostando de mesa farta. Seu sustento vem do fundo da terra ou da floresta. Ele detém todas as armas e as usa para alcançar seus objetivos, que são: dar para quem tem fome e até tomar de quem tem muito e não tem fome.
Sua comida favorita é o inhame. Sendo orixá das inovações e invenções, criou para si o pilão, de tal forma que pudesse saborear seu prato favorito. Daí inclusive deriva seu nome: Oxaguian significa literalmente “Orixá comedor de Inhame Pilado”.
Diz-se que enquanto Ogum fornece meios (ferramentas e armas) Oxaguian fornece inteligência e vontade para vencer. Representa o início de um movimento. Este orixá tem personalidade violenta e severa.
É com Oxaguian que se encerra o ciclo das festas de Oxalá com a festa do Pilão de Oxaguian (ojó odo)- o dia do pilão.

 Características

Suas armas (Ferramentas símbolos) são: espadas (sabre), Ofá (arco e flecha), Atori (Vara), Polvarim, Escudo e mão de pilão (seu maior símbolo);
Suas Cores: Branco e azul-claro;
Seu dia de devoção: Sextas-feiras;
Sua comida: é a canjica branca com oito bolas de inhame por cima;
Seu Metal: Prata e metais brancos;
Suas contas são: brancas intercaladas de azul claro;
Sua festa: Pilão de Oxaguiã (festa dos inhames novos);
Seus elementos: O Ar e a Atmosfera;
Saudação:Exêu epa bàbá!!!

 Arquétipo dos filhos de Oxaguian

A liderança é uma de suas especialidades. Duas características dividem os filhos de Oxaguian: Uns são amigos das intrigas, são orgulhosos, se acham os melhores , são faladores. Outros são voltados para a família, calmos e guardam segredos para si, mas todos são teimosos ou como eles próprios dizem determinados.
Na verdade são duas faces de Oxaguian, numa delas estão os filhos que carregam a espada e os outros, os mais calmos carregam a mão de pilão.
Os filhos de Oxaguian são valentes, guerreiros, combativos, geniosos, intuitivos , são instáveis, têm caráter romântico e são sensuais. Os filhos de Oxaguian não desprezam o sexo e cultivam o amor livre.
Além destas características, são alegres, gostam profundamente da vida, são faladores e brincalhões. Ao mesmo tempo são idealistas, defensores dos injustiçados, dos fracos e dos oprimidos.
Frequentemente são Orgulhosos, sedentos de feitos gloriosos.
Oxaguian é um jovem guerreiro combativo, seus filhos são habitualmente altos, esguios, eventualmente robustos, mas não são agressivos ou brutais.
Os filhos de Oxaguian são ciumentos e detestam concorrência. São criativos, generosos, inteligentes, sábios e justos. Em seu aspecto negativo porém, são também lentos, mandões, teimosos e podem ser violentos.
Itan do nascimento. Nasceu dentro de uma concha de caramujo. Não tinha mãe. E quando nasceu, não tinha cabeça, por isso perambulava pelo mundo, sem sentido e sem rumo. Um dia encontrou Ori numa estrada e este lhe deu uma cabeça feita de inhame pilado. Apesar de feliz com sua nova cabeça branca, ela esquentava muito, e quando esquentava Oxaguiã criava mais conflitos. E sofria muito. Um dia encontrou a morte(iku), que lhe ofereceu uma cabeça fria. Apesar do medo que sentia, o calor era insuportável, e ele acabou aceitando a cabeça preta que a morte lhe deu.
Mas essa cabeça era dolorida e fria demais. Oxaguiã ficou triste, porque a morte com sua frieza estava o tempo todo com o orixá.
Então Ogum apareceu e deu sua espada para Oxaguiã, que espantou Iku. Ogum também tentou arrancar a cabeça preta de cima da cabeça branca, mas tanto apertou que as duas se fundiram e Oxaguiã ficou com a cabeça azul, agora equilibrada e sem problemas. A partir deste dia ele e Ogum andam juntos transformando o mundo. Oxaguiã depositando o conflito de idéias e valores que mudam o mundo e Ogum fornecendo os meios para a transformação, seja a tecnologia ou a guerra.

 Batalha dos Atoris

Itan Batalha dos Atoris. Na cidade Africana de Eleegibò até hoje por ocasião de sua festa os habitantes são divididos entre dois bairros e trocam golpes de atori (varas), relembrando o mito que diz sobre um Babalaô seu amigo que foi preso pelos guardas de Eleegibò ,por que se referiu o Rei como, Oxaguian (Orixá Comedor de Inhame) tendo sido encontrado no calabouço Oxagüian pediu-lhe perdão só aceito se os moradores da cidade trocasse golpes de varas durante suas festas (sob pena de não haver boa colheita caso isto não acontecesse).

 O Castelo de Ogum

Itan O Castelo de Ogum, Oxaguian, jovem filho guerreiro de Oxalá, acompanhava Ogum pela terra em suas guerras. Aproveitava de toda ocasião em que a guerra criava destruição para reconstruir no lugar algo maior e mais próspero. Assim espalhou pelo mundo prosperidade, sem descanso, obrigando todos a trabalhar e progredir. Onde via preguiça, inspirava movimento e crescimento. Um dia, entre uma batalha e outra, Oxaguian foi à cidade de Ogun para buscar provisões e encontrou um castelo que acabava de ser construído pelo povo do lugar em oferecimento a Ogum. Oxaguian perguntou ao povo: “Que vão fazer agora que terminaram de construir o castelo do seu rei?” “Descansar”, eles responderam. Oxaguian retrucou: “O seu rei ainda demora a voltar; vocês devem aproveitar deste tempo de maneira melhor. Construam um castelo ainda melhor e encham de alegria o seu rei.” Sacou da espado e com um toque empurrou a parede do castelo, que ruiu todo.” Oxaguian voltou para a guerra, e o povo pôs-se a construir um castelo ainda melhor.
O tempo passou e Oxaguian voltou à cidade de Ogun em busca de mais provisões. Encontrou lá um castelo ainda maior e melhor do que o que tinha derrubado. Semelhante diálogo se travou. Oxaguian perguntou ao povo: “Que vão fazer agora que terminaram o castelo do seu rei?” “Vamos descansar”, eles responderam. Oxaguian interrogou: “Mais uma vez, o seu rei demora a voltar; vocês que aproveitem ainda deste tempo de maneira melhor. Construam um castelo melhor para o seu rei.” Como tinha feito antes, sacou da espado e com um toque derrubou o castelo.” E partiu para guerra, voltando sempre em busca de novas provisões. Tantas vezes isto aconteceu que o povo do lugar se transformou em um povo de grandes construtores, desenvolvendo engenharia e arquitetura soberba, reconhecida mundialmente. Oxaguian promove o progresso. Não gosta de ver ninguém parado.

 Ogum faz instrumentos agrícolas para Oxaguian

Oxaguian, rei de Ejigbô, o Elejigbô, chamado "Orixá-Comedor-de-inhame-pilado", inventou o pilão para saborear mais facilmente seus prediletos inhames. Todo o povo do seu reino adotou a sua preferência. Todo o povo de Ejigbô comia inhame pilado. E tanto seu comia inhame em Ejigbô que já não se dava conta de plantá-lo. E assim, grande fome se abateu sobre o, povo de Oxalá.
Oxaguian foi consultar Exu, que o mandou fazer sacrifícios e procurar o ferreiro Ogum, que naquele tempo viva nas terras de Ijexá. O que podia fazer Ogum para que o povo de Ejigbô tivesse mais inhame?, consultou Oxaguian. Ogum pediu sacrifícios e logo deu a solução. Em sua forja, Ogum fez ferramentas de ferro.
Fez a enxada e o enxadão, a foice e a pá, fez o ancinho, o rastelo, o arado. "Leve isso para o seu povo, Elejigbô, e o trabalho na plantação vai ser mais fácil. Vão colher muitos inhames, mais do que agora quando plantam com as mãos", disse Ogum. E assim foi feito e nunca se plantou tanto inhame e nunca se colheu tanto inhame. E a fome acabou.
O povo de Ejigbô, agradecido cultuou Ogum e ofereceu a ele banquetes de inhames e cachorros, caracóis, feijão-preto regado com azeite-de-dendê e cebolas. Ogum disse a Oxaguian: "Na casa de seu Pai todos se vestem de branco, por isso também assim me visto para receber as oferendas". E o povo o louvava e Ogum ficou feliz. E o povo cantava: "A kaja lónì fun Ògúnja mojuba". "Hoje fazemos sacrifício de cachorros a Ogum, Ogunjá, Ogum que come cachorro, nós te saudamos". Oxaguian disse a Ogum: "Meu povo nunca há de se esquecer de sua dádiva. Dê-me um laço de seu abadá azul, Ogum, para eu usar com meu axó funfun, minha roupa branca. Vamos sempre nos lembrar de Ogunjá". E, do reino de Ejigbô até as terras de Ijexá, todos cantaram e dançaram.

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Capoeira, história e cultura de um povo

 Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a Capoeira é uma arte marcial genuinamente brasileira. Segundo a maioria dos estudiosos, ela foi desenvolvida, aqui no Brasil, pelos negros trazidos da África para trabalharem como escravos nas fazendas, na época da colonização do nosso País. Não se sabe ao certo quando chegaram os primeiros escravos ao Brasil, mas calcula-se algo em torno de 1540. Com eles, vieram também suas crenças e costumes. À noite, reunidos nas senzalas, cantavam e dançavam embalados pelo ritmo do adufe (instrumento musical da época, semelhante ao pandeiro). Essa "dança" era chamada pelos escravos de "Dança da Zebra", (n’angolo, dança angolana). Face a necessidade de se protegerem contra o chicote e o "tronco" do feitor, esses escravos introduziram nessa dança, vários golpes giratórios e traumatizantes, muitas vezes fatais, de acordo com a intensidade aplicada e área atingida. Acredita-se que desta fusão de dança/golpes deu-se o surgimento da Capoeira, vindo a se aperfeiçoar com o passar dos anos. Estima-se que a capoeira surgiu por volta de 1600.

A origem da palavra capoeira vem do tupi-guarani, que significa "área de vegetação rasteira" ("caa", significa mato e "puera", que foi mato), local onde os escravos fugitivos se escondiam e formavam os "quilombos". Um dos quilombos mais importantes da nossa história foi o de Palmares (1604-1695), situado na Serra da Barriga (hoje estado de Alagoas, na época, uma capitania do estado de Pernambuco), chegou a abrigar aproximadamente 30 mil negros. Foi nele que seus líderes, Ganga Zumba e, posteriormente, Zumbi dos Palmares, ficaram conhecidos por suas batalhas e conquistas, vindo este último, a falecer em 20 de novembro de 1695 com dois tiros à queima roupa, disparados por Domingos Jorge Velho.

Fator importante que contribuiu para a formação dos quilombos foram as invasões francesas, onde as atenções eram desviadas para estas, favorecendo a fuga dos negros. Em 1694, quando cessou o domínio holandês, começaram a destruição dos quilombos.

A "Lei do Sexagenário" e a "Lei do Ventre Livre" foram marcos importantes para que, finalmente, a "Lei Áurea", promulgada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888, firmasse a abolição da escravatura. A partir dessa data, a capoeira passou a ser amplamente praticada pelos escravos libertos, vindo a erigir-se nas ruas, praças e em manifestações públicas. Os negros, por serem considerados como uma "raça inferior" pela classe social privilegiada e, alguns, por não terem condições mínimas de sobrevivência, passaram a utilizar a capoeira para promoverem algazarras e desordens públicas. Visto isso, a capoeiragem passou a ser expressamente proibida, quando da vinda da Família Real ao Brasil em 1808 e da criação da Guarda Real da Polícia, em 1809, no comando do Major Miguel Nunes Vidigal. Este, foi o verdadeiro terror dos capoeiristas.

No Governo de Marechal Deodoro da Fonseca, a capoeira foi introduzida no Código Penal (1890). Aos infratores, eram aplicadas severas punições como prisões e trabalhos forçados. Não obstante, eram praticadas, às escondidas, em quintais, praias e nos arredores das cidades.

Esta situação perdurou até 1932, quando, finalmente, Getúlio Vargas, dentre outras manifestações populares, liberou a prática da capoeira. Manoel dos Reis Machado (Mestre Bimba - 1900/1974), foi um dos grandes capoeiristas que lutou para a liberação deste esporte, elevando-o a reconhecimento nacional.

Intrínseco à capoeira, estão o maculelê, a dança do fogo e a puxada de rede, que são outras manifestações culturais, que resgatam os rituais de guerra e da pesca do xaréu, respectivamente.

Após várias décadas no anonimato, hoje esta arte marcial vem sendo amplamente divulgada nacional e internacionalmente. O Brasil, é o maior exportador de profissionais deste esporte, principalmente aos países europeus.

Considerada como um esporte em ascensão, ela se apresenta nos mais variados segmentos sociais, tais como: centros comunitários, associações, clubes esportivos, escolas, universidades, além das inúmeras academias.

Louvável também a atuação de vários profissionais dessa área que desenvolvem projetos com crianças excepcionais e centros de reabilitação.

A capoeira é um valioso recurso pedagógico e artístico, face a beleza e desenvoltura com que são realizados seus movimentos.

Melhora da circulação sangüínea, desenvolvimento da coordenação motora, estimulação da criatividade, aumento da massa muscular, da elasticidade, do reflexo, da autoconfiança e da auto-estima, são alguns dos benefícios que esse esporte traz a seus adeptos, além do estabelecimento harmônico entre espírito e corpo.

Sua filosofia é contribuir para a formação de valores humanos e éticos, baseados no respeito, na socialização e na liberdade, através de trabalhos que valorizam a cultura brasileira. Tudo isso buscando fortalecer e engrandecer o capoeirista no seu caráter, dignidade e valorização pessoal.

A Capoeira representa o patrimônio da Cultura Brasileira. É a expressão viva da liberdade de um povo, portanto, merecedora do nosso respeito.

Na roda da Capoeira, embalados pelo ritmo do berimbau, atabaque, pandeiro, agogô e réco-réco, os capoeiristas vão criando situações de defesa e ataque, sempre zelando pela integridade física do adversário. Nela, não há lugar para preconceitos e vaidades pessoais e o homem, vale pela sua arte.

É como dizia o saudoso Mestre Pastinha (1889/1981), um dos grandes doutrinadores da capoeira angola: "capoeira é para homem, menino e mulher, e só não aprende quem não quer".

Para a capoeira e o camaleão mudar, é preciso apenas preservar a sua essência!

James Granziol - É Acadêmico em Direito e Instrutor de Capoeira pela Associação de Capoeira "Libertação".


 

História e origem do Maculelê

 Bom, muito se fala sobre a origem do maculelê. Isto é um assunto que gera muita discussão, muita pesquisa e acima de tudo, muitas dúvidas. Não tenho a pretenção de definir a palavra “maculelê”, e sim, apenas reunir algumas informações sobre o tema.

Maculelê era uma dança comum em Santo Amaro da Purificação, Bahia, nas festas de comemoração do dia de Nossa Senhora da Purificação (2 de fevereiro), a santa padroeira da cidade.

Alguns estudiosos afirmam que foi trazido pelos negros africanos e aqui no Brasil foi mesclado com elementos da cultura indígena. Nas senzalas, para proteger-se das chibatadas dos feitores os negros se defendiam com pedaços de pau e facões, esquivando o corpo como uma dança.

Nos estudos de Manoel Querino (1851-1923), há indicações do Maculelê ser originado do Cucumbi, uma dança em que os negros batiam pedaços roliços de madeira, ao som de cantos. Há uma outra versão que diz que o Maculelê é uma manifestação popular de origem africana que se desenvolveu nos canaviais de Santo Amaro no século XVIII.

Como a capoeira, é uma luta disfarçada em dança, em vez de armas e facões, os negros utilizavam cepos de cana nas mãos. Com o passar do tempo e a morte das pessoas que praticavam o Maculelê, esta dança ficou esquecida por muitos anos na comemoração das festas de Santo Amaro. Foi em 1943, que Palínio Aluísio de Andrade, conhecido como “Popó do Maculelê”, reuniu parentes e amigos para ensiná-los a dança do Maculelê. Formou um grupo, o qual ficou conhecido como “Conjunto de Maculelê de Santo Amaro” e se apresentava no dia 2 de Fevereiro, na festa da Padroeira de Santo Amaro, Nossa Senhora da Purificação. Nos anos 60, muitos alunos de Bimba aprenderam a dançar/lutar o Maculelê e ajudaram a difundi-lo pelo Brasil.

Hoje o Maculelê está incorporado a capoeira e em quase todos os batizados podemos apreciar apresentações de Maculelê. Homens, mulheres e crianças com os corpos pintados, trajando saias batem suas grimas (bastões) ao ritmo do atabaque e cânticos em linguagem popular. Movimentam-se em forma de roda numa dança contagiante e envolvente. Em algumas apresentações, no lugar de grimas são usados facões, em outras, os integrantes soltam fogo pela boca, enriquecendo a parte artística do espetáculo.

Era uma vez…

Conta a história que Maculelê era um negro fugido que tinha doença de pele. Ele foi acolhido por uma tribo indígena e cuidado por eles, mas ainda assim não podia realizar todas as atividades com o grupo, por não ser um índio também. Certa vez, Maculelê foi deixado sozinho na aldeia, quando a tribo saiu para caçar. E eis que uma tribo rival aparece para dominar o espaço. Maculelê lutou sozinho contra o grupo rival e, heroicamente, venceu a disputa. Desde então passou a ser considerado um herói na tribo. A dança com bastões simboliza a luta de Maculelê contra os guerreiros.

Era mais uma vez…

O maculelê é uma dança de origem Afro-indígena, trazida pelos negros da África para cá e mesclada com alguma coisa da cultura dos índios que aqui já viviam.

Os africanos diziam que esta dança era mais uma forma de luta contra os horrores da escravidão e do cativeiro. Enquanto os negros dançavam com os cepos de cana no meio do canavial, cantavam músicas que evidenciavam o ódio. Porém, eles as cantavam nos dialetos que trouxeram da África para que os feitores não entendessem o sentido das palavras. Assim como a “brincadeira de Angola” camuflou a periculosidade dos movimentos da capoeira, a dança do maculelê também era uma maneira de esconder os perigos das porretadas desta dança.

Aos golpes e investidas dos feitores contra os negros, estes se defendiam com largas cruzadas de pernas e fortes porretadas que atingiam principalmente a cabeça ou as pernas dos feitores de acordo com o abaixar e levantar do negro com os porretes em punho. Além desta defesa, os negros pulavam de um lado pro outro dificultando o assédio do feitor. Para as lutas travadas durante o dia, os negros treinavam durante a noite nos terreiros das senzalas com paus em chama que retiravam das fogueiras, trazendo ainda mais perigo para o agressor.

Fonte: www.wikipedia.com

http://www.mundodastribos.com/capoeira-patrimonio-cultura-brasileiro.html#


 Bumba meu boi do Maranhão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 

A festa do Bumba-meu-boi, uma tradição que se mantém desde o século XVIII, arrasta maranhenses e visitantes por todos os cantos de São Luís, nos meses de junho e julho. O bumba-meu-boi é uma festa para crianças, adultos e idosos, onde os grupos se espalham desde as perifeiras até os arraiais do centro e dos shoppings da ilha. Na parte nova ou antiga da cidade grupos de todo o Estado se reúnem em diversos arraiais para brincar até a madrugada.

 

 História

O enredo da festa do Bumba-meu-boi resgata uma história típica das relações sociais e econômicas da região durante o período colonial, marcadas pela monocultura, criação extensiva de gado e escravidão. Numa fazenda de gado, Pai Francisco mata um boi de estimação de seu senhor para satisfazer o desejo de sua esposa grávida, Mãe Catirina, que quer comer língua. Quando descobre o sumiço do animal, o senhor fica furioso e, após investigar entre seus escravos e índios, descobre o autor do crime e obriga Pai Francisco a trazer o boi de volta.

Coquitéis e curandeiros são convocados para salvar o escravo e, quando o boi ressuscita urrando, todos participam de uma enorme festa para comemorar o milagre. Brincadeira democrática que incorpora quem passa pelo caminho, o Bumba-meu-boi já foi alvo de perseguições da polícia e das elites por ser uma festa mantida pela população negra da cidade, chegando a ser proibida entre 1861 e 1868.

O atual modelo de apresentação dos bois não narra mais toda a história do 'auto', que deu lugar à chamada 'meia-lua', de enredos simplificados. Atualmente, existem quase cem grupos de bumba-meu-boi no Estado do Maranhão subdivididos em diversos sotaques. Cada sotaque tem características próprias que se manifestam nas roupas, na escolha dos instrumentos, no tipo de cadência da música e nas coreografias

 Sotaques

Sotaque de matraca - é o mais popular e com maior numero de grupos no Estado. O instrumento que dá nome ao sotaque é composto por dois pequenos pedaços de madeira, o que motiva os fãs de cada boi a engrossarem a massa sonora de cada "Batalhão". Além das matracas, são usados pandeirõess e tambores-onça (uma espécie de cuíca com som mais grave). Na frente do grupo fica o cordão de rajados, cablocos de fitas, índias, vaqueiros e caboclos de pena.

Sotaque de Zabumba - Ritmo original do Bumba-meu-boi, este sotaque marca a forte presença africana na festa. Pandeirinhos, maracás e tantãs, além das zabumbas, dão ritmo para os brincantes.

No vestuário destacam-se golas e saiotas de veludo preto bordado e chapéus com fitas coloridas. O sotaque de zabumba passa por grande crise nos últimos anos devido à falta de novos brincantes interessados em manter as tradições do mais antigo estilo de boi.

Sotaque de Orquestra - Ao incorporar outras influências musicais, o Bumba-meu-boi ganha neste sotaque o acompanhamento de diversos instrumentos de sopro e cordas, como o saxofone, clarinete e banjo. Peitilhos (coletes) e saiotes de veludo com miçangas e canutilhos são alguns dos detalhes nas roupas do brincantes.

Sotaque da Baixada - Embalado por matracas e pandeiros pequenos, um dos destaques deste sotaque é o personagem Cazumbá, uma mistura de homem e bicho que, vestido com uma bata comprida, máscara de madeira e de chocalho na mão, diverte os brincantes e o público. Outros usam um chapeú de vaqueiro com penas de ema.

Sotaque Costa de Mão - Típico da região de Cururupu, ganhou este nome devido a uns pequenos pandeiros tocados com as costas da mão. Caixas e maracás completam o conjunto percussivo. Além de roupa em veludo bordado, os brincates usam chapéus em forma de cogumelo, com fitas coloridas e grinaldas de flores. Personagens

Dono da Fazenda - é senhor dono da fazenda. Usa a roupa mais rica e um apito para coordenar a festa. É o responsável pela organização do Batalhão e, em alguns casos, é também o cantador.

Pai Francisco - vaqueiro, veste-se com roupas mais simples. Seu papel durante a brincadeira é provocar risos na platéia. Cada boi pode ter vários deste personagem.

Mãe Catirina - mulher de Pai Francisco. Normalmente representada por um homem vestido de mulher.

Índias - mulheres cobertas por penas no peito, mãos e pernas.

Miolo - brincante responsável pelas evoluções e coreografias do boi.

Vaqueiros - empregados da fazenda. Usam roupas de veludo e chapéus de pena com longas fitas coloridas.

Mutuca - para não deixarem os brincantes dormirem durante as maratonas de apresentação do bois, os mutucas são responsáveis pela distribuição de cachaça a todos.

Caboclo de fita" - brincantes enfeitados com chapéus de fita coloridos e que se misturam aos vaqueiros durante a festa.

Caboclo de pena - homens cobertos por penas e com um grandé chapéu ou cocá que também é feito de penas,representando os homens da tribo nos rituais.

 Principais arraiais que os bumba-meu-bois se apresentam

  • Arraial do Projeto Reviver
  • Arraial do CEPRAMA
  • Arraial da Lagoa
  • Arrail do Renascença
  • Arraial do Viva Anjo da Guarda
  • Arraial do Viva Vila Embratel
  • Arraial do Viva Bairro de Fátima
  • Arraial do Viva Liberdade
  • Arraial do Viva Maiobão
  • Capela de São Pedro na Madre Deus
  • Praça da Saudade na Madre Deus
  • Arraial do Viva João Paulo
  • Parque Folclórico Terezinha Jansen - São José de Ribamar
  • Arraial Viva Vilas - São José de Ribamar
  • Arraial da Parque Vitória - São José de Ribamar

 

“OS RITUAIS NA FOLIA DE REIS: UMA DAS FESTAS POPULARES

BRASILEIRAS”.

PERGO, Vera Lucia (UEM)1)

As festas populares são tradições que constituem a resistência dos povos em defesa de sua cultura e de seus costumes. Estudos como os de Antonio de Paiva Moura2 abordam a temática das festas folclóricas no Brasil.Segundo esse autor, para a caracterização das festas populares brasileiras, há que se apresentar seus componentes estruturais, ou seja, as atividades de caráter religioso,como a missa, a procissão, a bênção, a novena e a reza são ministradas por sacerdotes ou ainda por pessoas autorizadas pela Igreja; as de caráter profanoreligiosos buscam homenagear as figuras sacras, sempre de forma festiva e alegre, na qual há levantamento de mastro, bailados como “Congados”, “Folia de Reis”, “Império do Divino”, “Reinado do Rosário”, “Pastorinhas”, sendo ministradas por leigos com a aprovação do sacerdote. As festas populares de caráter profano apresentam o sentido de diversão, visando a entreter os visitantes por mais tempo nas festas, como os leilões, as danças, as comidas, as barraquinhas, entre outros. Cabe apontar que, a “Folia de Reis” apresenta um caráter profano-religioso e faz parte do ciclo natalino,realizado de 24 de dezembro a 6 de janeiro, havendo comemorações ao nascimento de Jesus por meio de festividades.

A literatura indica que a tradição da “Folia de Reis” teria chegado ao Brasil por intermédio dos portugueses no período da colonização, uma vez que, essa manifestação cultural era realizada por toda a Península Ibérica sendo comum a doação e recebimento de presentes a partir da entoação de cantos e danças nas residências. Nessa linha de argumentação, a Folia de Reis teria surgido no Brasil no século XVI, por volta do ano de 1534, por meio dos Jesuítas, como crença divina para catequizar os índios e posteriormente os negros escravos. Dessa forma, a Folia de Reis brasileira3 passou a ser composta pelas manifestações culturais de diversas etnias e povos, com variações regionais, seja quanto ao estilo, ao ritmo e ao som, entretanto, mantendo a mesma crença e devoção ao Menino Jesus, a São José, à Virgem Maria e aos Reis Magos. Para Welson Alves Tremura4 as mais variadas manifestações folclóricas brasileiras conservam uma forte presença no interior do Brasil, principalmente em regiões cafeicultoras e de cana-de-açúcar. O autor indica que uma das marcas da “Folia de Reis” seria a forte religiosidade que seus participantes possuem na relação de fé nos seres divinos. Entretanto, conforme Zaíde Maciel de Castro e Aracy do Prado Couto5, uma folia constitui sinal de alegria pelo nascimento de Jesus Cristo.Além disso, são organizadas em conseqüência de uma promessa, sendo geralmente feita pelo mestre da Companhia ou de outra pessoa que o tenha solicitado. O compromisso é livremente assumido, porém, a folia teria por obrigação sair um mínimo de sete anos a fim de se alcançar a graça desejada. Os motivos para se fazer as promessas são os mais variados, entre eles: a cura de doenças, o cumprimento de desejos, a superação de dificuldades, entre outras.

Ante o exposto, Tremura argumenta que haveria uma espécie de relação entre os participantes e os seres divinos, entre os quais é proposto “um triângulo de fé inspirado em reciprocidade onde promessas transformam-se em bênçãos, proteção, e recompensas para aqueles que determinadamente cumprem suas promessas com os Reis Magos”. (TREMURA, 2005, p. 2). Do ponto de vista do autor, no decorrer do “ritual sagrado” os versos adquirem grande expressão, pois são cantados em forma de toada, buscando atender as necessidades dos participantes e refletir sobre a realidade das famílias visitadas pelos grupos. Conforme Carlos Rodrigues Brandão6, durante a cantoria os foliões se alternam em cantar versos enfatizando as promessas feitas e confirmando a eficácia do devoto no cumprimento de seu voto. A música é repetida infinitas vezes durante os dias da jornada. Há casos em que ela é considerada como típica daquela companhia e varia somente diante da adoração do presépio. Para Moura, a Folia de Reis seria um grupo de cantoria, constituído pelos seguintes personagens: representantes dos três reis magos; palhaços que levam sacolas para a coleta de donativos; cantores e instrumentistas. A interpretação de Castro e Couto é que a folia seria composta por amigos, parentes, compadres e aliados do mestre, os quais se reúnem para a jornada dos Reis. Vale a pena salientar as figuras dos palhaços7 na folia. De modo geral, apresentam-se em dois ou três e são, sobretudo, os dançarinos do grupo. Eles costumam se chamar de irmãos e possuem obrigações e proibições específicas, como jamais dançar diante da “Bandeira”. Além disso, realizam acrobacias com um bastão, usam máscaras, utilizam um apito, buscando apontar a chegada e a partida da “Bandeira”. Nas exibições dos palhaços, os espectadores procuram atiram moedas ao chão, em sua homenagem. Estes, por sua vez, brincam entre si e empurram as moedas com um porrete para que o outro nas as pegue, ao mesmo tempo em que instigam o público a jogar mais dinheiro. Um outro componente da folia é o coro, constituído geralmente por seis pessoas, os quais são ao mesmo tempo, cantores e instrumentistas. Porém, o número varia de região para região. Cada membro do coro tem sua função, no entanto, o mestre é o principal personagem da folia, ou ainda, chefe da folia, pois ele organiza o trajeto, o horário e os instrumentos para sair com o grupo. Em alguns lugares ele também é chamado de “embaixador”, uma vez que é o responsável improvisar os versos cantados nas residências. Outro representante da folia é o “bandeireiro” ou “alferes da bandeira”. Sua função é carregar respeitosamente a bandeira do grupo, a qual é apresentada ao chefe da residência onde a folia chega e na qual recebem os donativos oferecidos pelas famílias. É preciso, contudo, reportar-se à função da “bandeira”. A Bandeira, chamada de “Doutrina”, é feita de pano brilhante. Nela é colada uma estampa dos Reis Magos. Constitui o elemento sagrado da Companhia e assim é tratada: beijam-na respeitosamente os moradores das casas visitadas, é passada com muita fé sobre as camas da residência e nunca pode ser colocada num lugar menos digno. Esse respeito perdura durante o ano todo, mesmo passada a época de Reis: na casa onde fica guardada, há orações periódicas diante dela. No universo cultural de nosso povo, a Bandeira é a representação dos três Reis; por isso, explicam os Mestres, ela deve ir sempre à frente pelos representantes dos pastores que seguiram os Reis Magos (PORTO, 1982, p. 19, grifo nosso). Tremura afirma que o primeiro ato simbólico da jornada a qual marca o início do ritual é a “tirada da bandeira” sagrada da casa do festeiro, uma vez que, a jornada sagrada contemplaria as obrigações de reciprocidade e estimularia os participantes a seguirem suas jornadas. Todavia, o nome dado ao cumprimento de uma jornada pela Companhia chama-se “giro”. Vale lembrar que, os cânticos da “Folia de Reis” referem-se de modo geral, ao nascimento do Menino Jesus e a visita dos Reis Magos. Entretanto, suas letras variam somente nos ritos, os quais podem ser: de chegada a uma casa (consulta ao dono, entrega da bandeira ao mesmo e entronização da bandeira); de louvação (pedindo licença para entrar, louvação aos moradores, pedido de esmolas e agradecimento); o encontro de folias (raras vezes acontece, porém quando ocorrem, estas obedecem a um minucioso cerimonial, composto de saudação, do beijo das bandeiras e da esmola); o encontro com um pobre ou na visita a uma família pobre (em vez de receber o donativo e agradecer, a folia oferece uma esmola e se despede); festa de encerramento – baile e entrega da Bandeira (PORTO, 1982). Brandão frisa que uma das figuras mais importante é o festeiro, pois, geralmente é de sua residência que os foliões fazem a “tirada da bandeira” e também para onde ela retorna no final do “giro”. Podendo ser, todavia, a residência do Mestre ou ainda, de alguma pessoa, a qual por motivo de promessa, mantêm as despesas da folia. Não há rigidez total para esse ponto e nem o número de residências a serem visitadas. Porém, algum tempo antes de se iniciar o trajeto, há as visitas nas residências dos moradores que receberão a folia e onde será acertado os

locais de pouso para o almoço e pouso para o jantar, ou seja, o percurso da jornada que o grupo irá cumprir, pois “a missão da Folia de Reis é cumprir uma jornada (...). A jornada deve ser “cumprida” de tal forma que comece pelo Leste (Oriente) e termine a Oeste (Belém)” (BRANDÃO, 1977, p. 8). Durante todo o tempo em que a “Folia” está no pouso, a “Bandeira dos Três Reis Santos” é colocada na parede, sobre o altar, com as fitas coloridas pendendo sobre ela. É comum que as pessoas beijem as fitas da “Bandeira” quando a “Folia” chega em uma residência, quando a oração do terço termina ou quando a “Folia” vai se retirar do pouso (BRANDÃO, 1977). Nas cerimônias de saída da “Folia” há a reza do terço diante do altar, o almoço dos foliões, as falas e as cantorias de saída da companhia. Na maioria das vezes, a reza do terço é pedido do dono da casa, sendo que, os foliões consideram-na como uma das obrigações da “Folia” e nunca se negam a fazê-la.

Conforme Brandão, a reza é um dos únicos momentos em que as mulheres têm uma atuação ritual semelhante à dos homens. Elas não são nunca as “rezadoras”, mas participam ativamente do responsório das orações. Isto acontece por dois motivos. Primeiro porque a reza do terço é compreendida como uma forma de oração familiar onde é importante a presença de esposas e de filhas. Em segundo lugar, porque são as mulheres as que melhor recordam na íntegra todos os momentos da reza (BRANDÃO,.No decorrer da pesquisa de Porto sobre Folia de Reis no Sul de Minas Gerais, algumas curiosidades foram encontradas, sendo, uma delas, ajustificativa da restrição quanto à participação de mulheres nas folias, ou seja, além de destacar questões práticas como não estar em sereno à noite e ter que ficar sem dormir, os Mestres justificam-se com razões históricas: Os Reis Magos não trouxeram consigo suas esposas; se os foliões levassem mulher na folia, estariam deturpando o sentido da representação; também, dizem outros, nenhuma mulher visitou o presépio de Jesus; admitir mulher entre os foliões, como participante, seria desviar o sentido da dramatização Faz-se necessário então ressaltar que como cabe ao mestre financiar a folia, uma vez que a organiza a fim de dar cumprimento à sua promessa, o dinheiro angariado nas visitas vai também para o encerramento solene da folia por meio de uma festa.A festa tem lugar em data marcada pelo mestre (...). Os foliões comparecem uniformizados e os palhaços vestem-se a caráter. A festa realiza-se na casa do mestre, que a fez ornamentar festivamente para a ocasião. Serve-se uma lauta ceia, em que não vigoram as proibições contra a bebida. Os foliões sentam-se a uma mesa com o mestre e o contramestre às cabeceiras, mas os palhaços em geral tomam lugar em mesa separada ou, excepcionalmente, fazem-no somente depois de servidos os foliões. Amigos e conhecidos, a convite do mestre, podem participar do ágape. Antes ou depois da ceia, o mestre comanda uma oração de agradecimento ou faz um pequeno discurso alusivo à jornada. Diante dos aspectos relatados, Porto complementa que o que motiva as pessoas a participarem de uma Folia de Reis é sempre o caráter religioso, no sentido de uma promessa. As pessoas que dela participam, implicam-se de grandes sacrifícios pessoais. “Somente a fé e a devoção estão na raiz do compromisso de cada componente de uma Companhia” (PORTO, 1982, p. 64). A Folia de Reis é uma manifestação cultural que não pode ficar desconhecida, sendo de vital relevância sua revalorização enquanto uma cultura popular, como considera Porto. Ou ainda como lembra, Brandão, existem casos em que as pessoas são as responsáveis por algumas das tradições religiosas dos lugares (BRANDÃO, 1977). E, no caso da Folia de Reis, os foliões que dela participam, de modo geral, são de famílias que, no interior, patrocinaram, colaboraram ou participaram de folias. “E esta tendência continua a desenvolver-se. Os filhos, ao nascer, já encontram os pais dedicados, de corpo e alma, à jornada dos Reis” (CASTRO e COUTO, 1977, p. 7).Certamente, nesse estudo sobre a Folia de Reis, há a transmissão oral normalizada pela tradição, cabendo aos mestres a responsabilidade de mantê-la viva, como lembra Luís da Câmara Cascudo8. A partir do exposto, vale ressaltar, que de modo geral, os grupos de Folias de Reis estão presentes em várias regiões do país, sobretudo, nosEstados do Nordeste, em Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, entre outros. No ano de 2005 foram inventariados pela Secretaria de Cultura do Estado do Paraná9, os municípios que contemplam as mais variadas festas populares. Entretanto, um dos municípios inventariados e que contam com grupos de Folia de Reis é o Município de Sarandi, situado ao norte do Estado do Paraná. Nessa localidade, as Companhias de Reis existentes buscam preservar suas tradições pormeio da visita à comunidade, ou seja, do “Giro”, bem como, por meio do festival cultural local. Vale frisar que, na pesquisa monográfica procurou-se analisar a Folia de Reis como uma festa religiosa, reconhecida como patrimônio cultural, o qual herdou-se das gerações passadas em vista de viver-se e transmitir-se às futuras gerações.A essa idéia acrescenta-se que o patrimônio intangível busca compreender as idéias, os costumes, as danças folclóricas, a tradição oral, osrituais sagrados ou profanos, as crenças, entre outras, baseadas na tradição. O patrimônio passou a ser pautado pelos referenciais culturais cotidianos das maisvariadas populações. Desse modo, diante da amplitude de bens valorizados pelas mais diversas comunidades, buscou-se privilegiar o patrimônio cultural imaterial – sobretudo, o ritual da Folia de Reis, baseado na tradição. Na Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial10, aprovada pela Unesco em 17 de outubro de 2003, considera-se a necessidade de conscientização, sobretudo das novas gerações para a relevância da salvaguarda do patrimônio cultural imaterial, bem como, o respeito em relação às comunidades, aos grupos e aos indivíduos envolvidos com tal patrimônio (Recomendação de Paris, 32ª sessão, 2003). Nesse sentido, Entende-se por “Patrimônio Cultural Imaterial11” as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. Este Patrimônio Cultural Imaterial, que se transmite de geração em geração, é constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana

(PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL, 2005).

Segundo Antonio Augusto Arantes Neto, coordenador da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional12 “a preservação do patrimônio imaterial é uma política de introdução recente no plano internacional e são notáveis a rapidez e a firmeza com que ela vem se desenvolvendo no Brasil” (CUNHA, 2005, p.As políticas de preservação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional13 (IPHAN) vêm fornecer os subsídios necessários para toda e qualquer forma de prevenir que um bem seja salvaguardado. Uma das formas seria por meio do registro do bem “um instrumento legal para reconhecimento e valorização do Patrimônio Cultural Imaterial brasileiro” (IPHAN, 2005). De modo a preservar os saberes, os modos de celebrar, de se expressar e os lugares expressivos para a população.Ante o exposto, vale ressaltar que a identificação dos bensculturais imateriais deve dar-se em consonância com a memória, a identidade e a formação da sociedade brasileira, de modo que, as práticas sociais sejam mantidas pelas comunidades que mantém os referenciais culturais. Segundo Luiz Fernando de Almeida, Presidente do Iphan, este, juntamente com o Ministério da Cultura, tem procurado recentemente “informar sobre os fundamentos e instrumentos da política de salvaguarda da dimensão imaterial do patrimônio cultural brasileiro”, numa busca de apresentar os resultados e os desafios que vêm enfrentando. Publicou então, “Os sambas, as rodas, os bumbas, os meus e os bois: a trajetória da salvaguarda do patrimônio cultural imaterial no Brasil(1936-2006)14”. Para Almeida, estes seriam os “aspectos e gestos essenciais da nossavida cotidiana que, junto com muitos outros, são agora objeto das políticas de preservação cultural” (BENS IMATERIAIS, 2007, p. 5).Esses jongos, violas, círios e ofícios são bens vivos mantidos pelas pessoas que os praticam. Preservá-los é valorizar seu conhecimento e ação. A salvaguarda desses bens está, portanto, orientada para a valorização do ser humano, para a garantia e para a melhoria das condições sociais, culturais e ambientais que permitem sua permanência. Essa iniciativa é também mais um passo no sentido de ampliar a rede de parceiros já constituída em torno de uma tarefa que é monumental em face da nossa enorme diversidade, e que só chegará a bom termo se for compartilhada (BENS IMATERIAIS, 2007, p. 5). Enfim, Funari e Pelegrini15 enfatizam que ainda existemmuitos pontos a serem analisados acerca do patrimônio cultural, porém, na prática, as políticas patrimoniais devem partir dos anseios da comunidade visando o reconhecimento dos bens que mereçam sua preservação. Nesse contexto (...) podemos afirmar que a experiência patrimonial no Brasil tem sido assimilada no seu sentido mais completo, em sintonia com a coletividade e a partir de conhecimentos antropológicos, sociológicos, históricos, artísticos earqueológicos orientados por especialistas. A implantação de cursos de educação patrimonial, a organização de oficinas-escola e serviços em mutirãoconstituem ações de importância fundamental no processo de envolvimento da população. Esse esforço, articulado com o estímulo à responsabilidade

coletiva, contribuirá para consolidar políticas de inclusão social, reabilitação e sustentabilidade do patrimônio em nosso país (FUNARI e PELEGRINI, 2006, p. 55-59). Sem dúvida, se cabe à comunidade preservar aquilo que lhe é próprio, que ela reconhece como um bem que possui valor identitário, então, convém que a mesma busque, juntamente com os grupos de Reis locais, os representantes da municipalidade e do clero, a preservação dessa tradição cultural. Cabe destacar que, seria também a partir das políticas de preservação do patrimônio cultural imaterial, por meio da investigação dos costumes, melodias, festas, línguas, rituais, lugares, entre outros, que os saberes transmitidos às gerações, seria viabilizado como forma de dar continuidade àquele bem identificado como relevante pelas comunidades, com vistas ao respeito à diversidade cultural.

Notas

1 Graduada pela Universidade Estadual de Maringá, possui título de Especialista em História e

Sociedade e está por obter o título de Especialista em Patrimônio Cultural e Memória Social pela mesma

Universidade e ambos sob a orientação da Professora Doutora Sandra de Cássia Araújo Pelegrini.

2 MOURA, Antonio Paiva. Turismo e Festas Folclóricas no Brasil. In: FUNARI, Pedro Paulo & PINSKY,

Jaime (orgs). Turismo e patrimônio cultural. São Paulo: Contexto, 2004, 4ª ed.

3 REISADO e Folia de Reis do Dragão do Mar. Disponível em: http://www.nelson.com.br [Acesso em:

11/09/05].

4 TREMURA, Welson Alves. A música caipira e o verso sagrado na folia de reis. Disponível em:

http://www.hist.puc.cl/historis/iaspmla.html. [Acesso em: 10/09/05].

5 CASTRO, Zaíde Maciel de e COUTO, Aracy do Prado. Folia de Reis. Cadernos de Folclore nº 16. Rio

de Janeiro: Arte-FUNARTE, Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, 1977.

6 BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A Folia de Reis de Mossâmedes. Cadernos de Folclore nº 20. Rio de

Janeiro: Arte-FUNARTE, Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, 1977.

9

7 Sobre a figura dos palhaços atentar-se para estudos como os de PORTO, Guilherme. As Folias de

Reis no Sul de Minas. Rio de Janeiro: MEC/SEC/FUNARTE - Instituto Nacional de Folclore, 1982.

Castro e Couto (1977) e Moura (2004).

8 CÂMARA CASCUDO, Luis da. Dicionário do Folclore Brasileiro. Belo Horizonte: Editora Italiana,

1984.

9 CARNEIRO JR. Renato Augusto. Festas populares do Paraná. Curitiba: Secretaria de Estado da

Cultura, 2005.

10 RECOMENDAÇÃO DE PARIS 32ª SESSÃO. Cartas Patrimoniais. Disponível em:

http://portal.iphan.gov.br/portal/baixaFcdAnexo.do?id=271. [Acesso em 04/03/07).

11 PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL. Disponível em:

http://www.iphan.gov.br/bens/P%Imaterial/imaterial.htm. [Acesso em: 23/07/05].

12 CUNHA. Manuela Carneiro da. Patrimônio imaterial e biodiversidade. In: Revista do Patrimônio

Histórico e Artístico Nacional. Nº 32/2005.

13 IPHAN. Disponível em: http://www.iphan.gov.br/. [Acesso em: 10/09/05].

14 BENS IMATERIAIS. Os sambas, as rodas, os bumbas, os meus e os bois. A trajetória da

salvaguarda dos bens imateriais no Brasil (1936-2006). Disponível em: http://www.iphan.gov.br/.

[Acesso em: 15/02/07].


 

 A CULTURA GAUCHA

Gaúcho é uma denominação dada às pessoas ligadas à atividade pecuária em regiões de ocorrência de campos naturais do Vale do Rio da Prata, entre os quais o bioma denominado pampa, descendente mestiço de espanhóis, indígenas, portugueses e africanos. As peculiares características do seu modo de vida pastoril teriam forjado uma cultura própria, derivada do amálgama da cultura ibérica e indígena, adaptada ao trabalho executado nas propriedades denominadas estâncias. É assim conhecido no Brasil, enquanto que em países de língua espanhola, como Argentina e Uruguai é chamado de gaucho.

O termo também é correntemente usado como gentílico para denominar os habitantes do estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Além disso, serve para denominar um tipo folclórico e um conjunto de tradições codificado e difundido por um movimento cultural agrupado em agremiações, criadas com esse fim e conhecidas como CTGs.

Índice

[esconder]

 Etimologia

O termo originou-se no Uruguai em 1780 em um documento de Montevideu "que el expresado Díaz no consentirá en dicha estancia que se abriguen ningunos contrabandistas, bagamundos u ociosos que aqui se conocen por Gauchos." (8 de agosto de 1780). Guanches ou Guanchos gentílico dos habitantes das Ilhas Canarias na fundacao de Montevideu. Gaúcho foi o Guancho fugido de Montevideu. Quando o Rei da Espanha mandou casais de agricultores das ilhas Canárias povoarem a recém-fundada Montevidéu, eles transplantaram a palavra pela qual identificavam os habitantes autóctones das ilhas: guanches, ou guanchos. Foi esta a origem da palavra gaúcho, com pequena distorção de pronúncia: guanches ou guanchos. Existem várias teorias conflitantes sobre a origem do termo "gaúcho". O vocábulo pode ter derivado do quíchua (idioma ameríndio andino) ou de árabe "chaucho" (um tipo de chicote para controlar manadas de animais). Além disso, abundam hipóteses sobre o assunto. O primeiro registro de seu uso se deu por volta de 1816, durante a independência da Argentina, com o qual se denominavam os índios nômades de pele escura, os gaúchos ou "charruas" (dai o chá - chimarrão, infusão de erva-mate verde seca e moída, tomada com água quente em cuia de cabaça ou porongo, sorvida por uma bomba de bambu ou metal), cavaleiros que domavam e cavalgavam "em pelo" os animais selvagens desgarrados das estâncias espanholas, que procriavam nos pampas argentinos.[carece de fontes?]

Segundo Barbosa Lessa, em seu livro Rodeio dos Ventos, publicado pela Editora Mercado Aberto, 2a edição, o primeiro registro da palavra se deu em 1787, quando o matemático português Dr. José de Saldanha participava da comissão demarcadora de limites Brasil-Uruguai. Em uma nota de rodapé do seu relatório de trabalho, o luso teria anotado a expressão usada pelos da terra para referir-se àqueles índios cavaleiros.

 História

O termo originou-se no Uruguai em 1780 em um documento de Montevideu "que el expresado Díaz no consentirá en dicha estancia que se abriguen ningunos contrabandistas, bagamundos u ociosos que aqui se conocen por Gauchos." (8 de agosto de 1780). Guanches ou Guanchos gentílico dos habitantes das Ilhas Canarias na fundacao de Montevideu. Gaúcho foi o Guancho fugido de Montevideu. Quando o Rei da Espanha mandou casais de agricultores das ilhas Canárias povoarem a recém-fundada Montevidéu, eles transplantaram a palavra pela qual identificavam os habitantes autóctones das ilhas: guanches, ou guanchos. Foi esta a origem da palavra gaúcho, com pequena distorção de pronúncia: guanches ou guanchos. Próximo ao Río Cebollatí no Uruguai, foi formada uma espécie de republiquinha fortificada gaúcha de contrabandistas canarios como uma forma de defesa das tropas de Portugal e Espanha. . m Rocha e toda a área da Lagoa Mirim e Bagé (agora no Brasil), onde os gaúchos são nascidos. Os Gaúchos (fugidos) da fronteira Portugal - Espanha nao eram guanchos, eles eram Gaúchos descrição de pessoas de hábitos nômades, ciganos, moradores em barracas ou tendas, brancos pobres, de miscigenação moura, vinda da Espanha - fugidos que viraram índios ou índios aculturados pelas missões que não possuíam terras e vendiam sua força de trabalho a criadores de gado nas regiões de ocorrência de campos naturais do vale da Lagoa Mirim, entre os quais o pampa, planície do vale do Rio da Prata e com pequena ocorrência no oeste do estado do Rio Grande do Sul, limitada, a oeste, pela cordilheira dos Andes.

O gentílico "gaúcho" foi aplicado aos habitantes da Província do Rio Grande do Sul na época do Império Brasileiro por motivos políticos, para identificá-los como beligerantes até o final da Guerra Farroupilha, sendo adotado posteriormente pelos próprios habitantes por ocasião da pacificação de Caxias, quando incorporou muitos soldados gaúchos ao Exército ao final do Confronto, sendo Osório um gaúcho que participou da Guerra do Paraguai e é patrono da arma de Cavalaria do Exército Brasileiro, quando valores culturais tomaram outro significado patriótico, os cavaleiros mouros se notabilizaram na Guerra ou Confronto com o Paraguai. Também importante para adoção dessa cultura viva para representação do Estado do Rio Grande do Sul é a influência do nativismo argentino, que no final do século XIX expressa a construção de uma das maiores culturas se não a maior do Brasil na região.

Na Argentina, o poema épico Martín Fierro, de José Hernández escrita em Santana do Livramento R.S. a patria gaúcha onde ele aprende a palavra Gaúcha do uruguaio Lussich (livro deo treis Gaúchos Orientales) e dos próprios riograndeses, exemplifica a utilização do elemento gaúcho como o símbolo da tradição nacional da Argentina, Uruguaia e brasileira em contradição com a opressão simbolizada pela europeização. Martín Fierro, o herói do poema, é um "gaúcho" recrutado a força pelo exército argentino, abandona seu posto e se torna um fugitivo caçado.

Os gaúchos apreciam mostrar-se como grandes cavaleiros e o cavalo do gaúcho, especialmente o cavalo crioulo, "era tudo o que ele possuía neste mundo". Durante as guerras do século XIX, que ocorreram na região, atualmente conhecida como Cone Sul, as cavalarias de todos os países eram compostas quase que inteiramente por bravos cavaleiros gaúchos. Música

Gaúchos dançando uma dança típica do folclore gaúcho

Existem vários ritmos que fazem parte da folclore riograndense, mas a maioria deles são variações de danças de salão centro-européias populares no século XIX. Esses ritmos, derivados da valsa, do xote, da polca e da mazurca, foram adaptados para vaneira, vaneirão, chamamé, milonga, rancheira, xote, polonaise e chimarrita, entre outras.

O único ritmo riograndense é o bugio, criado pelo gaiteiro Wenceslau da Silva Gomes, o Neneca Gomes, em 1928, na região de São Francisco de Assis. Inspirado no ronco dos bugios, macacos que habitam as matas do Sul da América, o ritmo foi banido por algum tempo por ser considerado obsceno, mas em tempos atuais é mantido em todo o (Rio Grande do Sul e em São Francisco de Paula, onde hoje se realiza um festival "nativista" conhecido como "O Ronco do Bugio".

A partir de 1970, com a criação da Califórnia da Canção Nativa em Uruguaiana, começaram a surgir os festivais, que serviram de incentivo para músicos e compositores lançarem novos estilos, popularmente chamados de "música nativista". Essa música é formada por ritmos pré-existentes, especialmente a milonga e o chamamé, porém com canções mais elaboradas e com letras quase sempre dedicadas ao Rio Grande do Sul.

Também é comum neste estado, entre os descendentes de alemães, a Música folclórica alemã, em festivais como a Oktoberfest de Santa Cruz do Sul e a Oktoberfest de Igrejinha,porem com uma contribuição gaúcha.

 Vestimenta ou Indumentária

Trajes típicos de prenda e peão, em desfile na Semana Farroupilha, Porto Alegre.

Os gaúchos usam as roupas originárias da Europa e Oriente Médio nos dias de hoje, como para peões bombacha e saia para prendas, sendo que hoje menos de 50 % da população gaúcha usa a vestimenta. A bombacha é muito utilizada nas regiões da campanha, pampa e dos campos de cima da serra.

(carece de fontes)

 Palavras e expressões regionalistas : - o falar gaúcho

O modo de falar do Rio Grande do Sul, a exemplo do de outras partes do Brasil, possui expressões próprias diferenciadas da linguagem padrão, algumas próprias de outros países do Prata ou da cultura urbana do Estado, não necessariamente fazendo parte da cultura original dos camponeses originalmente denominados "gaúchos". Porém, vale lembrar a forte influência do sotaque espanhol. o bote do rio e o melor

 Ver também

 Referências

  • Dicionário de Regionalismos do Rio Grande do Sul, de Zeno e Rui Cardoso Nunes, editado por Martins Livreiro
  • Terra, Mano. A influência do gaúcho na cultura de três países. Edição eletrônica. Artigo para a FAO.

 Ligações externas

 
 

Obras e historiadores se contradizem ao falar da origem do samba. É realmente difícil dizer com precisão quando, como e onde nasceu esse ritmo. Mas um livro lançado pela prefeitura de Petrolina nos traz uma noção sobre a pré-história desse antigo movimento.

Segundo o autor, a pré-história do samba começou com duas tribos: os Curumbás, do interior do Nordeste, na época da seca do Sertão, iam para o litoral com o intuito de ganhar dinheiro, e para festejar a colheita eles levavam viola e dançavam o “semba”, como era chamado. E com os Amocreves, que levavam especiarias para vender no litoral, principalmente em Goiana. À noite, quando acabavam o trabalho, também dançavam o “semba”.

Existe uma gramática na língua Cariri de 1699, que já falava do samba. O contato com o negro, que possui um grande potencial de assimilação, fez com que o samba ganhasse mais “beleza”, incluindo nele as palmas e a umbigada. “Todo engenho tinha uma roda de samba. Com os negros, ele ganhou o atabaque, a cuíca e o gongo”.

Um fato importante é que os índios e caboclos desceram para o Sul pelo interior e os negros difundiram esse ritmo pelo litoral. Chegando no Rio de Janeiro, o ritmo cresceu, e em 1917, A música “Pelo telefone“, de autoria de Donga (Ernesto dos Santos) foi o primeiro samba gravado e registrado, fazendo com que o samba fosse considerado como gênero musical. Posteriormente a letra foi atribuída a Mauro de Almeida.

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Linha do Tempo do Samba

1920

  • O samba firma-se no mercado musical (indústrias de discos, teatro de revistas e bailes carnavalescos) por intermédio dos compositores Sinhô (José Barbosa da Silva) e Caninha (José Luiz de Morais).
  • Nasce o samba como conhecemos hoje, nos blocos carnavalescos surgidos nos bairros cariocas Estácio e Oswaldo Cruz, e nos morros da Mangueira e São Carlos. Para adaptá-lo à caminhada dos blocos, os percussionistas davam ênfase ao tempo forte do ritmo, aproximando-o da marcha.
  • Participaram dessa transformação, ligada ao nascimento das escolas de samba: Rubens e Alcebíades Barcelos, Ismael da Silva, Nilton Bastos (Estácio), Cartola (Mangueira), Antenor Gargalhada (Salgueiro) e Heitor dos Prazeres (ligado a várias escolas de samba).

1930

  • O novo tipo de samba foi assimilado por artistas da classe média, que ganharam destaque no gênero, como Noel Rosa, Ari Barroso e Antônio Almeida.
  • Dissociados do carnaval, surgem o Samba-canção, o Samba-choro, o Samba de Breque e o Samba-Enredo, esse último usado em desfiles de escolas de Samba.

1940 / 50

  • Destacam-se como compositores de sambas Atalfo Alves, Wilson Batista e Geraldo Pereira, esse último responsável pelo desenvolvimento e fusão melódico-poética dentro do samba.
  • No final dos anos 50, a Bossa Nova trouxe para o samba elementos harmônicos da música norte-americana.
  • Destacam-se nessa fase, entre outros: João Gilberto e Antonio Carlos Jobim.
  • Início da presença universitária na música popular brasileira, marginalizando os compositores mais ligados às raízes dos samba. O ritmo continuou a ser cultivado em sua forma tradicional nos morros e camadas mais pobres da população, especialmente no Rio de Janeiro e Salvador.

1960

  • Em 1966, o Show Rosa de Ouro revelou ao público nomes como Clementina de Jesus, Elton Medeiros, Nelson Sargento, Jair do Cavaquinho e Paulinho da Viola.
  • Outros, veteranos, foram beneficiados com a revalorização do samba tradicional: Cartola, Nelson Cavaquinho, Zé Kéti, Candeia e o baiano Batatinha.

1970

  • O Samba adquire dimensões mais amplas e pela primeira vez em sua história se transforma em produto de alta cotação no mercado de discos , sem vinculação ao período carnavalesco.
  • O compositor e cantor Martinho da Vila atinge as maiores marcas de vendas de discos de toda a história do gênero. Outros que foram beneficiados pela revalorização do samba foram: Alcione, Beth Carvalho, Clara Nunes, Jovelina Pérola Negra, Roberto Ribeiro e os compositores João Nogueira, Nei Lopes e Wilson Moreira.
  • Ainda na década de 70, Beth Carvalho começaria a freqüentar as rodas de samba do Bloco Cacique de Ramos, onde descobriria o emergente movimento do Pagode.

1980

  • A partir do bloco carnavalesco Cacique de Ramos, no Rio de Janeiro, o grupo Fundo de Quintaltornou-se uma referência no estilo original do pagode. O grupo teve Beth Carvalho como madrinha e se caracterizou por usar instrumentos até então pouco comuns em rodas de samba, como o banjo, o tam-tam e o repique de mão.
  • Ainda nessa década destacaram-se grandes intérpretes como Leci Brandão, Zeca Pagodinho, Bezerra da Silva e a dupla Arlindo Cruz e Sombrinha, entre muitos outros.

1990

  • O rótulo Pagode seria usado nessa década para denominar uma espécie de samba-pop inspirado na balada romântica que geraria, a partir do sucesso de grupos como Raça Negra, Negritude Jr., Art Popular e Só pra Contrariar, entre outros.

Fonte: Tacti

 

IHGB - Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro         

 

Resenha Histórica

Simpósios

1976 Simpósio comemorativo do bicentenário da restauração do Rio Grande
1994 Simpósio Internacional comemorativo do V Centenário do Tratado de Tordesilhas (em parceria do o IHGRJ e IGHMB)
1996 Simpósio Afonso d'Escragnolle Taunay e o Museu Paulista
1997 Simpósio Bicentenário da Imperatriz Leopoldina
  Simpósio o Padre Anchieta, nos 400 anos de sua morte
2000 Simpósio Momentos Fundadores da Formação Nacional
2003 Simpósio Bicentenário de nascimento do Duque de Caxias (em parceria com o Instituto de Geografia e História Militar do Brasil)
2005 I Simpósio Luso-Brasileiro de Cartografia Histórica (apoio)
2007 Simpósio comemorativo do bicentenário do almirante Tamandaré, em parceria com a Diretoria de Patrimônio Histórico e Militar da Marinha e o Serviço de Documentação da Marinha
2008 Simpósio comemorativo do bicentenário do visconde de Inhaúma

Congressos

1989 Congresso Nacional de História da Propaganda, Proclamação e Consolidação da República do Brasil
2000 VII Congresso das Associações Iberoamericanas de Academias de História
2009 Congresso Internacional de Encerramento das Comemorações do IV centenário de nascimento de Antonio Vieira

Ciclo de Conferências

1997 Ciclo Vieira: 300 anos de presença (em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional)
2010 Joaquim Nabuco – Intelectual e Homem de Ação

Encontros

2000 Encontro Internacional Brasil-Itália (em parceria com a Academia Brasileira de Letras, Instituto Italiano de Cultura, UERJ e UCAM)
  500 anos de História Militar luso-brasileira (em parceria com o IGHMB, Academia Portuguesa da História, Comissão Portuguesa de História Militar e Biblioteca do Exército)
  Comissão do Ciclo da Prata (parceria com Instituto Brasileiro de cultura hispânica)

Mesa Redonda

2004 Mesa-rendonda para exame da feitoria de Américo Vespúcio, em 1503 (parceria com IHGRJ)

Colóquios

1997 III Colóquio Luso-Brasileiro de História, sob o tema "Viagens, viajantes, almocreves, tropeiros e bandeirantes" (em parceria com a UFF)
1998 I Colóquio Nacional de Institutos Históricos
  Colóquio "A Abolição do Cativeiro. Os grupos dominantes: pensamento e ação"
1999 I Colóquio dos Institutos Históricos Brasileiros
2001 II Colóquio Nacional de Institutos Históricos
  Colóquio "Incorporação dos Sete Povos das Missões" (em parceria com O Instituto de Geografia e História Militar do Brasil e o Instituto Brasileiro de História e Literatura Portuguesas)
2002 III Colóquio Nacional de Institutos Históricos, comemorativo do centenário da posse do Barão do Rio Branco no Ministério das Relações Exteriores - 1902-1912 (em parceria com o Ministério das Relações Exteriores)
2004 Colóquio "Tradição e modernidade no mundo iberoamericano" (em parceria com a UERJ)
  Colóquio "Estado-Sociedade no Brasil" (em parceria com o Real Gabinete Português de Leitura e Liceu Literário Português)
2006 "Colóquio Luso-Brasileiro de História", Rio de Janeiro Colonial, em parceria com a Academia Portuguesa da História
2008 "Colóquio Luso-Brasileiro Bicentenário da Transferência da Corte Portuguesa para o Brasil"
  IV Colóquio dos Institutos Históricos Brasileiros
2011 V Colóquio dos Institutos Históricos Brasileiros
2012 II Colóquio de Institutos Históricos Municipais do Estado do Rio de Janeiro. Realização: Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro – IHGRJ. Apoio: Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – IHGB.

Cursos

1949 Curso Joaquim Nabuco
  Curso Rui Barbosa
1953 Curso Capistrano de Abreu
1955 Curso Teodoro Sampaio
1959 Curso Clóvis Beviláqua
1960 Curso João Ribeiro
1963 Curso José Bonifácio
1965 Curso Panorâmico de História da Cidade do Rio de Janeiro
  Curso Epitácio Pessoa
1966 Curso Euclides da Cunha
1967 Curso de História do Rio de Janeiro nos séculos XVI e XVII
1968 Curso de História do Brasil nas três primeiras décadas do século XVI
1972 Curso Sesquicentenário da Independência do Brasil
1989 Curso Centenário da República
1991 Curso "A era dos grandes descobrimentos", em comemoração ao Quinto Centenário do Descobrimento da América' (parceria com o Serviço de Documentação Geral da Marinha)
  Curso "Centenário da 1ª Constituição Republicana"
1992 Curso Cartografia Histórica (em parceria com o Serviço de Documentação Geral da Marinha)
  Curso Bicentenário de Tiradentes
1993 Curso Política externa da Primeira República (1889-1930)
1994 Curso comemorativo do V Centenário do Tratado de Tordesilhas
1995 Curso comemorativo do Sesquicentenário do nascimento do Barão do Rio Branco
  Curso de História da Educação Brasileira
  Curso sobre a história do Rio de Janeiro (apoio)
1998 "A critical study of History" (em parceria com o Instituto de Estudos Políticos e Sociais)
1999 Curso "O Brasil no projeto da expansão portuguesa" (em parceria com o Liceu Literário Português através do Instituto Luso-Brasileiro de História)
2000 500 anos de História Militar luso-brasileira (em parceria com o IGHMB, Academia Portuguesa da História, Comissão Portuguesa de História Militar e Biblioteca do Exército)
2007 Curso "1808, a transformação Brasil a Reino e Império"
  Curso "Esporte e Memória na História do Brasil"
2008 Curso "Baú de Histórias: cotidiano e objetos de nosso passado"
  Curso "Histórias e doenças: estudos e perspectivas"
  Curso "D. João e a cidade do Rio de Janeiro - 1808-2008", em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro

Seminários

1992 Seminário sobre ecologia, procedendo a RIO-92
1993 Seminário "Evolução do município e da urbanização"
1997 Seminário "Centenário de Canudos" (em parceria com IGHMB)
2000 Seminário "Gilberto Freyre"
  Seminário internacional "Celebrando a Nação" (em parceria com o Museu Histórico Nacional e o Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ)
2001 Seminário "Bicentenário de nascimento do Marquês do Paraná" - (em parceria com a Universidade Cândido Mendes)
  Seminário com o lançamento do livro de Helio Jaguaribe, "Um Estudo Crítico da História"
  Seminário "A História da cartografia portuguesa do Brasil" (apoio)
2002 Seminário "Centenário de nascimento de Pedro Calmon"
2004 Seminário "Bicentenário de nascimento do Almirante Barroso" (em parceria com a Diretoria de Patrimônio Histórico e Cultural da Marinha e o IGHMB)
  Seminário Internacional "A presença holandesa no Brasil: memória e imaginário" (parceria com o Museu Histórico Nacional)
2007 Seminário "Nelson Werneck Sodré: um projeto de Brasil", em parceria com a UERJ
2008 Seminário "Juízes e Tribunais: perspectivas da história da Justiça no Brasil", em parceria com Supremo Tribunal Federal e Centro Cultural da Justiça Federal
  Seminário "O que é sport", em parceria com o Laboratório de Esporte e Lazer e Tempo da UFRJ
  Seminário comemorativo do bicentenário de nascimento do visconde de Inhaúma, em parceria com o Centro de Documentação da Marinha e o Instituto de Geografia e História Militar do Brasil
2009 Seminário "Brasil-França" comemorativo do ano da França no Brasil
  Seminário "1759-2009: 250 anos da expulsão dos Jesuítas das Américas
  Seminário "História, Narrativas e Documentos em homenagem ao centenário de nascimento de Américo Jacobina Lacombe", em parceria com a Fundação Casa de Rui Barbosa
  Seminário comemorativo do bicentenário da Tomada de Caiena, realizado pela Marinha do Brasil, em parceria com o IHGB, e apoio do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil
2010 Mulher na Carreira Milita, realizado pela Marinha do Brasil, em parceria com o IHGB, e apoio do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil
  Patrimônio Histórico – Problemas e Desafios
2011 Porto Maravilha: Desafios e Problemas. Em parceria com a PROURB /UFRJ
  A América do Sul e a integração regional, realizado pela FUNAG em parceria com o IHGB
  Coleções e Colecionadores: a polissemia das práticas. Realizado pelo IBRAM/MinC
  Arqueologia Subaquática no Brasil: sua importância na história, realizado pela Marinha do Brasil, em parceria com o IHGB
2012 Brasil e Itália
  Internacional Barão do Rio Branco – 100 Anos de Memória, realizado pela FUNAG em parceria com o IHGB
  Internacional de História Luso Brasileira: Sertão e Litoral. Realizado pelo Arquivo Nacional em parceria com o IHGB
  Seminário Contestado, Leituras e Significados. Realização IHGB e apoio do IGHMB, e dos Institutos Históricos e Geográficos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul
2013 Seminário Brasil- Portugal. Realização do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro com o apoio do Real Gabinete Português de Leitura e o Liceu Literário Português de Leitura e a chancela do Comissariado Geral Português para o Ano de Portugal no Brasil
  Seminário História & Literatura. Realização do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro

Academia de Altos Estudos

De 1913 a 1915, realizaram-se vários cursos especializados, tais como Aspectos Gerais do Brasil (Alberto Rangel), Bandeirismo (Basílio de Magalhães), História Constitucional do Brasil (Aurelino Leal), História Diplomática do Brasil (Pinto da Rocha), História Tributária (Viveiros de Castro), História das Doutrinas Econômicas (Ramalho Ortigão), Artes Plásticas no Brasil (E. Araújo Viana).

Participação Feminina

Somente em 1965 o quadro social passou a contar com a participação feminina. A primeira mulher a ser admitida foi a historiadora Virginia Rau, no quadro de correspondentes portugueses. A primeira brasileira a fazer parte do quadro social foi a professora Isa Adonias, eleita em 1968.

Atualmente, o quadro social conta com 48 mulheres, sendo 7 na categoria de sócios eméritos, 5 na de titulares, 14 na de correspondente brasileiros, 6 na de honorários e 16 nos diversos quadros de correspondentes estrangeiros.

A profª Cybelle Moreira de Ipanema foi a primeira a integrar a Diretoria (1986-1987).

CEPHAS

Em 1962, por sugestão do sócio Marcos Carneiro de Mendonça, a fim de prepararem-se as comemorações do bicentenário da transferência da capital da Bahia para o Rio de Janeiro, e, em 1965, quando da passagem do 4º centenário da fundação da cidade do Rio de Janeiro, constituíram-se comissões, cujos brilhantes resultados levaram o presidente José Carlos de Macedo Soares, em portaria de 18 de janeiro de 1967, a criar a Comissão de Estudos e Pesquisas Históricas (CEPHAS), à qual pertenceriam, automaticamente, todos os sócios do Instituto.

Como presidentes da Comissão sucederam-se José Wanderley de Araújo Pinho e Marcos Carneiro de Mendonça. Posteriormente, passaram as sessões da CEPHAS, que são abertas ao público e têm lugar todas as quartas-feiras às 15 horas, a ser presididas pelos próprios presidentes do Instituto.

Como Secretários atuaram Enéias Martins Filho, D. Edmée Bastian Köhler, Paulo Braga de Menezes, Fernando Monteiro, Cybelle de Ipanema, Vicente Tapajós, Antônio Pimentel Winz, Geraldo de Menezes, Maria Cecília Ribas Carneiro, Miridan Knox Britto Falci, Arivaldo Silveira Fonte, Maria de Lourdes Viana Lyra e Lucia Maria Paschoal Guimarães.

Presidentes
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