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                                Civilização Inca.

 

 

Tawantinsuyu
Império Inca

Império Pré-Colombiano

1438 – 1533


 

 

 

Bandeira

Lema nacional
"Ama llulla, ama quella, ama sua"
(Não mentir, não vagar, não roubar)

 

Continente

América do Sul

Capital

Cusco

Língua oficial

Quíchua,Aymara,Puquina e Muchik.

Religião

Religião Inca

Governo

Império

Sapa Inca

 

 • 1438-1472

Pachacútec

 • 1472-1493

Túpac Yupanqui

 • 1493-1525

Huayna Cápac

 • 1525-1532

Huáscar

 • 1532-1533

Atahualpa

História

 

 • 1438

Fundação do Tawantinsuyu por Pachacútec

 • 1527

Início da Guerra civil entre Huáscar e Atahualpa

 • 1533

Conquista Espanhola

O Império Inca (Tawantinsuyu em quíchua) foi criado pela civilização inca e foi o maior império da América pré-colombiana.[1] A administração, política e centro de forças armadas do império eram localizados em Cusco (em quíchua, "Umbigo do Mundo"), no atual Peru. O império surgiu nas terras altas do Peru em algum momento do século XIII. De 1438 até 1533, os Incas utilizaram vários métodos, da conquista militar à assimilação pacífica, para incorporar uma grande porção do oeste da América do Sul, centrado na Cordilheira dos Andes, incluindo grande parte do atual Equador e Peru, sul e oeste da Bolívia, noroeste da Argentina, norte do Chile e sul da Colômbia.

A língua do império era o quíchua,embora dezenas se não centenas de línguas e dialetos locais eram faladas, destacando-se entre elas a língua aimará, de uma das principais etnias componentes, os Aimarás. O nome quíchua para o império era Tawantinsuyu,[2] que pode ser traduzido como as quatro regiões ou as quatro regiões unidas. Antes da reforma ortográfica era escrita em espanhol como Tahuantinsuyo. Tawantin é um grupo de quatro coisas (tawa significa "quatro", com o sufixo -ntin que nomeia um grupo); Suyu significa "região" ou "província". O império foi dividido em quatro Suyus, cujos cantos faziam fronteira com a capital, Cusco (Qosqo).

Ribeiro, 1975 [3] considera esse padrão de organização social, o império teocrático do regadio formado pela primeira vez com o Império Acádio (2350 a.C.) e Babilônico (1800 a.C.) na Mesopotâmia. A tecnologia de irrigação (regadio) e pela capacidade reguladora e integradora da religião. Havia muitas formas locais de culto, a maioria delas relativas ao local sagrado "Huacas", mas a liderança inca incentivou o culto a Apu Inti - o deus do sol - e impôs a sua soberania acima dos outros cultos, como o da Pachamama.[4] Os Incas identificavam o seu rei como "filho do sol".

 

 História

A história da civilização inca pode ser dividida em períodos e/ou culturas que se sucederam, fundamentando-se em descobertas arqueológicas, pesquisas de documentos históricos e análises etnográficas a linha do tempo que se segue é uma adaptação das pesquisas dos historiadores Coe; Michael[5] e Longhena; Alva [6]

 Linha do tempo

Tiahuanaco

4000 – 1800 a.C. – Período pré-cerâmico (nômades caçadores, tecelões)

Introdução ao cultivo do algodão estimada entre 3500 - 2500 a.C.

2000 1400 a.C. - Período Inicial (cerâmico inicial)

- Cultura de Valdívia (domesticação do milho – 1800 a.C.)

1000 (900) – 200 a.C. Horizonte inicial

- Cultura Chavín(1500 a.C. até 500)

200 a.C. – 700 – Primeiro período intermediário

- Cultura Moche (Mochica ou Proto-Chimu) 100 a. C. e o ano 800.

- Cultura Nazca(300 AC e 800)

700 – 1000 (500 – 1.000) Horizonte médio (civilizações urbanas)

Cultura Tiahuanaco (Tiwanaku) apogeu Aymara entre 300 e 1000, descoberta de equipamentos para o uso de alucinógenos, parte essencial dos rituais religiosos dos Andes[5]

Cultura de Huari (Wari) 500 até 1200

1000 – 1450 – Segundo período intermediário

Cultura Chimu (reinado do século X ao XV) construção da cidade de Chan Chan

Cultura dos Sicáns (800-1300) no atual Deserto de Nazca

1450 – 1533 Horizonte tardio (Horizonte Incas)

O inca Pachacuti chegou ao poder em 1438 e fez de Cusco (Qosqo, em quíchua, "Umbigo do Mundo") o centro espiritual e político do Tawantinsuyu tinha como área central a região que hoje corresponde ao Norte do Chile, Sul da Colômbia e os territórios da Bolívia, Peru e Equador, abrangendo uma população estimada entre 10 e 30 milhões de habitantes.

- 1531 Francisco Pizarro (14761541), o conquistador espanhol chegou à região

Reino de Cusco

Ver artigo principal: Curacazgo Inca

Um primeiro momento de desenvolvimento da cultura inca ocorreu após a migração para o vale de Cusco, e a fundação da primeira cidade pelo então Sapa Inca Manco Cápac. Essa cidade-Estado, que cresceu conforme a expansão das guerras pelo vale, atingiu seu ápice em 1438, quando Viracocha Inca funda o Tawantinsuyu.

 Formação do Império

 

Machu Picchu

Civilização Inca

Sociedade Inca

Idioma

Deuses

Mitologia

Infra-estructura

Culinária

Agricultura

Política Inca

Tawantinsuyu (Império Inca)

Willkapampa

História Inca

Cusco

Expansão

Militarismo Inca

 

Conquista

Pós-Conquista

Atawallpa Qhapaq

Francisco Pizarro

O Sapa Inca Pachacuti é quem de fato organizou o reino de Cusco como um império, o chamado Tahuantinsuyu, um sistema federalista que concentrava o centro do governo para os Incas, centrados em Cusco, e dividia o poder entre outros quatro governantes de províncias (os chamados Suyus), eram esses: o Chinchasuyu (Norte), o Antisuyu(Leste), o Contisuyu (Oeste) e Collasuyu (Sul).[7] A Pachacuti também é atribuída a construção de Machu Picchu, que teria sido feita para sua família como um retiro de verão [carece de fontes?].

Quando desejava que uma terra fosse anexada ao império, Pachacuti enviava espiões para essas regiões que traziam para ele relatórios sobre as organizações políticas, militares e econômicas. Depois de analisar essas informações o Sapa Inca enviava mensageiros para os dirigentes dessas terras, tentando os convencer pela lógica das vantagens que eles teriam em se juntar ao império, essas vantagens incluíam presentes de luxo, como têxteis de alta qualidade, e promessas de que esses líderes seriam materialmente ricos como nobres e governantes do império. Esse acordo incluía a educação dos filhos desses nobres na capital inca, que recebiam lições sobre a cultura e religião inca, esses filhos podiam depois serem casados com filhas de outros nobres do império, fortalecendo assim as boas relações entre a nobreza imperial.

Expansão do Império Inca

A expansão por Pachacuti.

Os incas tinham um exército muito bem treinado e organizado. Quando conquistavam um lugar, o povo era submetido à tributação pela qual prestavam serviços designados pelos conquistadores. Os incas encorajavam as pessoas a se juntarem ao império e quando isto ocorria eram sempre bem tratadas. Serviços postais eram então estabelecidos por mensageiros (chasquis) que entregavam mensagens oficiais entre as maiores cidades. Notícias também eram veiculadas pelo sistema Chasqui na velocidade de 125 milhas por dia. Os incas também promoviam a mudança de populações conquistadas como parte da criação a "rodovia inca", que foi idealizada para ser usada nas guerras, para o transporte de bens e outros propósitos. Esta troca de populações (manay) acabou promovendo a troca de informações e propagação da cultura inca. Todo o Império Inca foi unido por excelentes estradas e pontes. Sua extensão máxima era de 4.500 km de comprimento por 400 km de largura, o que dava 1,800,000 km² de extensão.

Era parte da tradição os filhos dos imperadores incas liderarem o exército, Túpac Yupanqui filho do Sapa Inca Pachacútec, quando ainda era apenas o filho do Sapa Inca, começou as conquistas para o norte em 1463, conquistas essas que se prosseguiram quando o mesmo subiu ao trono de Sapa Inca em 1471. Sua maior conquista foi o Reino de Chimor, o único rival dos Incas na costa do Peru. O império de Túpac dominava todo o norte do atual Equador e Colômbia.

O filho de Túpac, Huayana Cápac, adicionou uma pequena parte de terra do norte do moderno Equador e algumas partes do Peru.[8] No auge, o Império Inca incluía o Peru e a Bolívia, a maior parte do Equador, uma grande porção do que seria o Chile. O avanço pelo sul foi interrompido por causa da forte resistência das tribos Mapuches. O império se expandiu também para a Argentina e Colômbia. Contudo, grande parte do Sul do império era uma grande extensão de território despovoado.

O império foi um mosaico de línguas, culturas e povos. Os vários componentes não eram completamente leais, assim como as culturas locais não foram totalmente assimiladas. Essa dominação, somada a obrigação do pagamento de tributos, acabavam por gerar um império com grandes chances de ruir internamente.

O período de máxima expansão do Império Inca ocorreu a partir do ano 1450 quando chegou a cobrir a região andina do Equador ao centro do Chile, com mais de 3000 quilômetros de extensão.

Guerra civil inca e a conquista espanhola

Os conquistadores espanhóis liderados por Francisco Pizarro e seus irmãos exploraram o sul do Panamá, alcançando as terras incas em 1526. Ficou claro que eles haviam chegado em terras ricas, com grande chance de se achar grandes tesouros, e após mais uma expedição (1529), Pizarro foi a Espanha e recebeu aprovação real para conquistar a região e a transformar em vice-reinado. Este documento foi recebido em detalhes na seguinte citação: "Em julho de 1529, a rainha da Espanha assinou uma carta permitindo a Pizarro conquistar os Incas. Pizarro foi nomeado governador e capitão de todas as conquistas no Peru, ou Nova Castela como a Espanha agora chama as terras".[9]

No momento do retorno de Pizarro para o Peru, em 1532, a guerra entre os dois filhos de Huayana Cápac gerando agitação nos territórios recém conquistados - e talvez mais importante, a varíola, que se espalhou pela América Central - tinham enfraquecido o império. Foi lamentável para os Incas que os Espanhóis chegassem bem no meio da guerra civil, alimentado ainda pela doença que precedeu a colonização europeia. Os cavaleiros espanhóis, totalmente blindados, tinham grande superioridade tecnológica sobre as forças incas.

Pizarro não tinha uma grande força ao seu favor, apenas 168 homens, 1 canhão e 27 cavalos, ele teve que várias vezes se esquivar de confrontos potenciais que poderiam eliminar por completo suas forças. As batalhas pelos Andes foi uma espécie de cerco de guerra onde um grande número de relutantes voluntários eram enviados para esmagar os opositores. Os Espanhóis contavam com melhor tecnologia e técnicas, que se desenvolveram após séculos de guerra contra os Mouros na península Ibérica. Além da superioridade tática e material, ainda acabaram adquirindo vários aliados entre os nativos que queriam ver o fim do domínio Inca sobre seus territórios.

O primeiro confronto foi a Batalha de Puna, perto da atual Guayaquil, na costa do Oceano Pacífico. Em seguida, Pizarro fundou a cidade de Piura, em julho de 1532. Hernando de Soto foi enviado para explorar o interior da ilha, e retornou com um convite para conhecer o Sapa Inca, Atahualpa, que derrotou seu irmão na guerra civil e estava descansando em Cajamarca com seu exército de 80.000 homens.

Pizarro e alguns homens, mais notavelmente um frade com o nome de Vicente de Valverde, se reuniram com o inca, que tinha trazido apenas uma pequena comitiva. Por meio de um intérprete, frei Vicente leu o "requerimento", que exigia que o Sapa Inca e o império deviam aceitar o jugo do rei Carlos I de Espanha e se converter ao cristianismo. Devido à barreira linguística, e talvez, a má interpretação, Atahualpa ficou um pouco intrigado com a descrição do frade da fé cristã e foi dito que não tinha entendido completamente a intenção do enviado. Depois de mais uma frustrada tentativa de Atahualpa entender a fé cristã, os Espanhóis ficaram impacientes e irritados e atacaram a comitiva (ver Batalha de Cajamarca) e capturaram Atahualpa como prisioneiro.

Atahualpa ofereceu aos espanhóis ouro suficiente para encher a sala em que ele foi preso, e duas vezes a mesma quantidade de prata. O inca satisfizera esse resgate, mas Pizarro alucinado, recusando-se depois a libertar o inca. Durante a prisão de Atahualpa, Huascar foi assassinado noutro local. Os espanhóis mantiveram isso como se fosse ordens do próprio Atahualpa, o que foi utilizado como uma das acusações contra Atahualpa quando os espanhóis finalmente decidiram condená-lo à morte, em agosto de 1533.

A conquista espanhola

: Colonização espanhola da América

Antecedentes

Quando Huayna Capac se tornou o imperador inca, houve uma guerra de sucessão que algumas fontes sustentam que durou cerca de doze anos. A causa alegada da guerra é que Huayna fora muito cruel com o povo.

Rumores se espalharam pelo Império Inca como fogo sobre um estranho "homem barbado" que "vivia numa casa no mar" e tinha "raios e trovões em suas mãos". Este homem estranho começava a matar muitos dos soldados incas com doenças que trouxera.

Quando Huayna Capac morreu, o império estava desgastado e ocorreu uma disputa entre seus dois filhos. Cusco, que era a capital, havia sido dada para o suposto novo imperador Huascar, que foi considerado como pessoa horrível, violento e quase louco atribuindo-se a ele o assassinato da própria mãe e da sua irmã que forçara a desposá-lo.

Atahualpa reivindicava ser o filho favorito de Huayna Capac, posto que a ele fora dado o território ao norte da atual Quito, no Equador, razão porque Huascar teria ficado muito bravo.

A guerra civil de sucessão se travou entre os dois irmãos, chamada Guerra dos Dois Irmãos, na qual pereceram cerca de cem mil pessoas.

Depois de muita luta, Atahualpa derrotou Huascar e então, conta-se, era Atahualpa que estava enlouquecido e violento, tratando os perdedores de forma horrível. Muitos foram apedrejados (nas costas) de forma a ficarem incapacitados, nascituros eram arrancados dos ventres das mães, aproximadamente 1500 membros da família real, incluindo os filhos de Huascar foram decapitados e tiveram seus corpos pendurados em estacas para exibição. Os plebeus foram torturados.

Atahualpa pagou um terrível preço para tornar-se imperador. Seu império estava agora abalado e debilitado. Foi neste momento crítico que o "homem barbado" e seus estranhos chegaram, cena final do Império Inca.

Este estranho homem barbudo e estranho veio a ser Francisco Pizarro e seus espanhóis da "Castilla de Oro" que capturaram Atahualpa e seus nobres em 16 de novembro de 1532.

[editar] A dominação espanhola

Atahualpa estava em viagem quando Francisco Pizarro e seus homens encontraram o seu acampamento. Pizarro enviou um mensageiro a Atahualpa perguntando se podiam se reunir. Atahualpa concordou e se dirigiu ao local onde supostamente iriam conversar e quando lá chegou, o local parecia deserto. Um homem de Pizarro, Vicente de Valverde interpelou Atahualpa para que ele e todos os incas se convertessem ao cristianismo, e se ele recusasse, seria considerado um inimigo da Igreja e de Espanha.

Como era esperado, Atahualpa discordou, o que foi considerado razão suficiente para que Francisco Pizarro atacasse os incas. O exército espanhol abriu fogo e matou os soldados da comitiva de Atahualpa e, embora pretendesse matar o inca, aprisionou-o, pois tinha planos próprios.

Uma vez feito prisioneiro, Atahualpa não foi maltratado pelos espanhóis, que permitiram que ele ficasse em contacto com seu séquito. O imperador inca, que queria libertar-se, fez um acordo com Pizarro. Concordou em encher um quarto com peças de ouro e outro um com peças de prata em troca da sua liberdade. Pizarro não pretendia libertar Atahualpa mesmo depois de pago o resgate porque necessitava de sua influência naquele momento para manter a ordem e não provocar uma reação maior dos incas que acabavam de tomar conhecimento dos espanhóis.

Além disto, Huáscar ainda estava vivo e Atahualpa, percebendo que ele poderia representar um governo fantoche mais conveniente para a dominação por Pizarro, ordenou a execução de Huáscar. Com isto, Pizarro sentiu a frustração de seus planos e acusou Atahualpa de doze crimes, sendo os principais o assassínio de Huáscar, prática de idolatria e conspiração contra o Reino de Espanha, sendo julgado culpado por todos os crimes condenado a morrer queimado.

Já era noite alta quando Francisco Pizarro decidiu executar Atahualpa. Depois de ser conduzido ao lugar da execução, Atahualpa implorou pela sua vida. Valverde, o padre que havia presidido o processo propôs que, se Atahualpa se convertesse ao cristianismo, reduziria a sentença condenatória. Atahualpa concordou em ser batizado e, em vez de ser queimado na fogueira, foi morto por estrangulamento no dia 29 de agosto de 1533. Com a sua morte também acabava a "existência independente de uma raça nobre". Sua morte foi o começo do fim do Império Inca.

A instabilidade ocorreu rapidamente. Francisco Pizarro nomeou Toparca, um irmão de Atahualpa, como regente fantoche até a sua inesperada morte. A organização inca então se esfacelou. Remotas partes do império se rebelaram e nalguns casos formavam alianças com os espanhóis para combater os incas resistentes. As terras e culturas foram negligenciadas e os incas experimentaram uma escassez de alimentos que jamais tinham conhecido. Agora os incas já haviam aprendido com os espanhóis, o valor do ouro e da prata e a utilidade que antes desconheciam e passaram a pilhar, saquear e ocultar tais símbolos de riqueza e poder. A proliferação de doenças comuns da Europa para as quais os incas não tinham defesa se disseminaram e fizeram o seu papel no morticínio de centenas de milhares de pessoas.

O ouro e a prata tão ambicionados por Pizarro e os seus homens estava em todo o lugar e nas mãos de muitas pessoas, subvertendo a economia com a enorme inflação. Um bom cavalo passou a custar $7000 até que, por fim, os grãos e gêneros alimentícios acabaram mais valiosos que o precioso ouro dos espanhóis. A grande civilização inca, tal como conhecida, já não existia.

Após a conquista espanhola

O Império Inca foi derrubado por menos de duzentos homens com vinte e sete cavalos mas também por milhares de ameríndios que se juntaram às tropas espanholas por descontentamento em relação ao tratamento dado pelo Império Inca. Francisco Pizarro e os espanhóis que o seguiram oprimiram os incas tanto material como culturalmente, não apenas explorando-os pelo sistema de trabalho de "mitas" para extração da prata Potosí, como reprimindo as suas antigas tradições e conhecimentos. No que se refere à agricultura, por exemplo, o abandono da avançada técnica agrícola inca acabou instalando uma persistente era de escassez de alimentos na região.

Uma parte da herança cultural foi mantida, tratando-se das línguas quíchua e aimará, isto porque a Igreja Católica escolheu estas línguas nativas como veículo da evangelização dos incas, daí passarem a escrevê-las com caracteres latinos e ensiná-las como jamais ocorrera no Império Inca, fixando-as como as línguas mais faladas entre as dos ameríndios.

Mais tarde, a exploração opressiva foi objeto de uma rebelião cujo líder Tupac Amaru considerado o último inca, acabou inspirando o nome do movimento revolucionário peruano do século XX, o MRTA, e o movimento uruguaio dos Tupamaros. A história de planeamento econômico dos incas e boas doses de maoísmo são também a inspiração revolucionária do atual movimento Sendero Luminoso no Peru.

Imperadores incas

Organização econômica do Império Inca

Atual cidade de Cusco, no Peru.

O Império Inca tinha uma organização econômica de caráter próximo ao modo de produção asiático, na qual todos os níveis da sociedade pagavam tributos ao imperador, conhecido como O inca. O inca era divinizado sendo carregado em liteiras com grande pompa e estilo. Usava roupas, cocares e adornos especiais que demonstravam sua superioridade e poder. Ele reivindicava seu poder dizendo-se descendente de deuses (origem divina do poder real). Abaixo do inca havia quatro principais classes de cidadãos.

A primeira era a família real, nobres, líderes militares e líderes religiosos. Estas pessoas controlavam o Império Inca e muitos viviam em Cusco. A seguir, estavam os governadores das quatro províncias em que o Império Inca era dividido. Eles tinham muito poder pois organizavam as tropas, coletavam os tributos cabendo-lhes impor a lei e estabelecer a ordem. Abaixo dos governadores estavam os oficiais militares locais, responsáveis pelos julgamentos menos importantes e a resolução de pequenas disputas podendo inclusive atribuir castigos. Mais abaixo estavam os camponeses que eram a maioria da população.

Entre os camponeses, a estrutura básica da organização territorial era o ayllu. O ayllu era uma comunidade aldeã composta por diversas famílias cujos membros consideravam possuir um antepassado comum (real ou fictício). A cada ayllu correspondia um determinado território. O kuraca era o chefe do ayllu. Cabia-lhe a distribuição das terras pelos membros da comunidade aptos para o trabalho.

Havia três ordens de trabalhos agrícolas:

  • Realizados em benefício do Inca e da família real;
  • Destinados à subsistência da família, realizados no pedaço de terra que lhe cabia;
  • Realizados no seio da comunidade aldeã, para responder às necessidades dos mais desfavorecidos.

De fato, o sistema de ajuda entre as famílias estava muito desenvolvido. Para além das terras colectivas, havia reservas destinadas a minorar as carências em tempos de fome ou a serem usadas sempre que a aldeia era visitada por uma delegação do inca.

Outro dos deveres de cada membro da comunidade consistia em colaborar nos trabalhos colectivos, como por exemplo a manutenção dos canais de irrigação.

Os nobres foram chamados pelos espanhóis de "orelhões", devido à impressão que tiveram de suas enormes orelhas, aumentadas pelos grandes pendentes que usavam. Os "orelhões" eram educados em escolas especiais durante quatro anos. Eles estudavam a língua quíchua, religião, quipus, história, geometria, geografia e astronomia. Ao terminar os estudos, eles se graduavam em uma cerimônia solene, onde demonstravam sua preparação passando em algumas provas.

Eles se vestiam de branco e se reuniam na Praça de Cusco. Todos os candidatos tinham o cabelo cortado e levavam na cabeça um llauto negro com plumas. Depois de rezarem ao sol, lua e ao trovão, eles subiam a colina de Huanacaui, onde ficavam em jejum, participavam de competições e dançavam.

 

achu Picchu.

Mais tarde, o Inca lhes entregava umas calças justas, um diadema de plumas e um peitoral de metal. Finalmente ele perfurava a orelha de cada um pessoalmente com uma agulha de ouro, para que pudessem usar seus pendentes característicos, próprios de sua categoria.

Os "orelhões" tinham vários privilégios, entre eles a posse de terras e a poligamia. Eles recebiam presentes do monarca, tais como mulheres, lhamas, objetos preciosos, permissão para usar liteiras ou trono.

Eles constituíam os funcionários do império. Em primeiro lugar estavam os quatro apu, ou administradores das quatro partes do império que assessoravam diretamente o imperador. Abaixo deles estavam os tucricues, ou governadores das províncias que residiam em suas capitais, e eram periodicamente inspecionadas.

Os incas incumbiam os dominados do trabalho que cada um deveria executar, o quanto e qual terra poderiam cultivar e quão longe poderiam viajar. Depois de se adaptar a tais regras, eram bem vistos pelos dominadores.

Se um inca era acusado de furto mas isto não era provado, o próprio oficial local incumbido de manter a ordem era punido por não fazer seu trabalho corretamente.

Inválidos e incapazes eram auxiliados a prover sua subsistência com trabalho. Às mulheres casadas eram distribuídas meadas de lã para confecção de roupas.

Todos os incas eram obrigados a trabalhar para o Império e para os seus deuses domésticos (mita).

Os incas não tinham liberdade de viajar e os filhos sempre tinham de seguir o ofício dos pais. O Império Inca foi dividido em quatro partes. Todas as atividades dos habitantes eram supervisionadas pelos funcionários do império.

Moeda

Os incas não usavam dinheiro propriamente dito. Eles faziam trocas ou escambos nos quais mercadorias eram trocadas por outras e mesmo o trabalho era remunerado com mercadorias e comida. Serviam como moedas sementes de cacau e também conchas coloridas, que eram consideradas de grande valor.

Agricultura

No apogeu de civilização inca, por volta de 1400, a agricultura organizada espalhou-se por todo o império, desde a Colômbia até o Chile, com o cultivo de grãos comestíveis da planície litorânea do oceano Pacífico, passando pelos altiplanos andinos e adentrando na planície amazônica oriental.

Calcula-se que os incas cultivavam cerca de setecentas espécies vegetais. A chave do sucesso da agricultura inca era a existência de estradas e trilhas que possibilitavam uma boa distribuição das colheitas numa vasta região.

As principais culturas vegetais eram as batatas (semilha), batatas doce (batatas), milho, pimentas, algodão, tomates, amendoim, mandioca, e um grão conhecido como quinua.

O plantio era feito em terraços e já usavam a adiantada técnica das curvas de nível sendo os primeiros a usar o sistema de irrigação.

Os incas usavam varas afiadas e arados para revolver o solo, e usavam também a lhama para transporte das colheitas, embora tais animais fornecessem também lã para fazer tecidos, mantas e cordas, couro e carne.

Ervas aromáticas e medicinais também eram plantadas e as folhas de coca, eram reservadas para a elite. Toda a produção agrícola era fiscalizada pelos funcionários do império.

Caça

Os incas usavam o arco de flechas e zarabatanas para caçar animais como cervos, aves e peixes que lhes forneciam carne, couro e plumas que usavam em seus tecidos. A caça era coletiva e o método mais usual era de formar um grande círculo que ia se fechando sobre um centro para onde iam os animais.

Referências

  1. Terence D'Altroy, Os Incas, pp. 2–3. 2-3.
  2. Tawantin Suyu deriva do quíchua "tawa" (quatro), a que o sufixo "-ntin" (em conjunto ou unida) é adicionado, seguido por "Suyu" (região ou província), o que torna praticamente como "Os quatro terrenos juntos ". The four suyos were: Chinchay Suyo (North), Anti Suyo (East. The Amazon jungle), Colla Suyo (South) and Conti Suyo (West). Os quatro suyos foram: Chinchay Suyo (Norte), Anti Suyo (East. A selva amazônica), Colla Suyo (Sul) e Conti Suyo (Oeste).
  3. Ribeiro, Darcy. O processo civilizatório. RJ, Civilização Brasileira, 1975
  4. O Inca - Todos os impérios
  5. a b Coe, Michael; Snow, Dean; Benson, Elizabeth. Antigas Américas, mosaico de culturas (2V) Es, E. del Prado, 1996
  6. Longhena, Maria; Alva, Walter. Peru antigo (Grandes Civilizações do passado). Barcelona, Folio, 2006
  7. As três leis de Tawantinsuyu ainda são referidos na Bolívia estes dias, como as três leis do Collasuyo.
  8. The Incas and their Ancestors
  9. Somervill,Barbara; Francisco Pizarro: Conquerer of the Incas Published by Compass Point Books, 2005; pp.52

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Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Inca"

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A ORIGEM DO LATIM

O latim era a língua falada no Lácio (Latium), região central da Itália, onde fica a cidade de Roma. Mas não era a única língua falada na península itálica, onde também se falava o osco, o umbro, o etrusco e também o grego. No entanto, o latim prevaleceu sobre as demais, ajudada pelas grandes conquistas militares dos romanos.

O latim, enquanto idioma, existia desde os tempos pré-históricos, porém foi a partir do século III a.C. que passou a adquirir uma forma literária, construindo-se aos poucos uma gramática com regras explícitas, cuja consolidação se deu por volta do século I a.C., que é considerado o período clássico do latim.

Quando nos referimos ao latim clássico, estamos nos referindo ao latim da época de Cícero, César, Sêneca, ou seja, ao da época do apogeu do império romano. No entanto, ao lado desta língua erudita, castiça, falada e escrita pelas pessoas letradas, havia o latim popular, que assumia formas mais livres e sem a precisão das regras gramaticais, falada pelas pessoas do povo e,principalmente, pelos soldados romanos, que participavam das guerras de conquistas.

Foi desta língua popular, no confronto com outros idiomas falados nas diversas localidades por onde passou o rolo compressor das legiões romanas, que se originaram as línguas românicas, dentre elas, o português, o espanhol, o francês, o italiano.

 

Paralelamente a isto, a partir do século III d.C., com a expansão do cristianismo pelo império romano, temos o período cristão da língua latina, representado pelos escritores eclesiásticos a partir de então, sobretudo Santo Agostinho, São Jerônimo, Tertuliano, Santo Ambrósio, dentre outros. Este latim com influências eclesiásticas foi o que mais predominou no ensino do latim em nosso meio, de modo especial com a matiz italiana da pronúncia, ensinada nas escolas brasileiras até o início dos anos ’60.

Em resumo, portanto, podemos distinguir o latim erudito em latim clássico e latim eclesiástico. Quanto aos dialetos, podemos dizer que não há dialetos latinos, uma vez que as variações populares da língua se transformaram em outros idiomas autônomos

 

O latim é uma antiga língua indo-europeia do ramo itálico originalmente falada no Lácio, a região do entorno de Roma. Foi amplamente difundida, especialmente na Europa, como a língua oficial da República Romana, do Império Romano e, após a conversão deste último ao cristianismo, da Igreja Católica. Através da Igreja, tornou-se a língua dos acadêmicos e filósofos europeus medievais. Por ser uma língua altamente flexiva e sintética, a sua sintaxe (ordem das palavras) é, em alguma medida, variável, se comparada com a de idiomas analíticos como o português, embora em prosa os romanos tendessem a preferir a ordem SOV. A sintaxe é indicada por uma estrutura de afixos ligados a temas. O alfabeto latino, derivado dos alfabetos etrusco e grego (por sua vez, derivados do alfabeto fenício), continua a ser o mais amplamente usado no mundo.

Embora o latim seja hoje uma língua morta, ou seja, uma língua que não mais possui falantes nativos, ele ainda é empregado pela Igreja Católica para fins rituais e burocráticos. Exerceu enorme influência sobre diversas línguas vivas, ao servir de fonte vocabular para a ciência, o mundo acadêmico e o direito. O latim vulgar, nome dado ao latim no seu uso popular inculto, é o ancestral das línguas neolatinas (italiano, francês, espanhol, português, romeno, catalão, romanche e outros idiomas e dialetos regionais da área); muitas palavras adaptadas do latim foram adotadas por outras línguas modernas,

 

como o inglês. O fato de haver sido a lingua franca do mundo ocidental por mais de mil anos é prova de sua influência.

O latim ainda é a língua oficial da Cidade do Vaticano e do Rito Romano da Igreja Católica. Foi a principal língua litúrgica até o Concílio Vaticano Segundo nos anos 1960. O latim clássico, a língua literária do final da República e do início do Império Romano, ainda hoje é ensinado em muitas escolas primárias e secundárias, embora seu papel se tenha reduzido desde o início do século XX.

 

História

 

 

A Inscrição Duenos, do século VI a.C., é um dos textos mais remotos em latim antigo, provavelmente da tribo dos latinos.

O latim integra as línguas itálicas e seu alfabeto baseia-se no alfabeto itálico antigo, derivado do alfabeto grego. No século IX a.C. ou VIII a.C., o latim foi trazido para a península Itálica pelos migrantes latinos, que se fixaram numa região que recebeu o nome de Lácio, em torno do rio Tibre, onde a civilização romana viria a desenvolver-se. Naqueles primeiros anos, o latim sofreu a influência da língua etrusca, proveniente do norte da Itália e que não era indo-europeia.

A importância do latim na península Itálica firmou-se gradativamente. A princípio, o latim será apenas a língua de Roma, uma pequena cidade circundada por vários centros menores (Lanuvio, Preneste, Tivoli), nos quais se falavam dialetos latinos ou afins ao latim (o falisco, língua da antiga cidade de Falerii). Já a poucos quilômetros de Roma, eram faladas línguas muito diversas: o etrusco e sobretudo o grupo indo-europeu das línguas itálicas - o umbro no norte e o osco no sul, até a atual Calábria. Na Itália setentrional falavam-se outras línguas indo-europeias como o lígure, o gálico e o venético. O grego era difundido nas numerosas colônias da Sicilia e da Magna Grécia. Ao longo de toda a era republicana, a situação linguística da Italia permaneceu muito variada: o plurilinguismo era uma condição comum, e os primeiros autores da literatura, como Ênio e Plauto dominavam latim, grego e osco.

Diacronia

Além das variações regionais, mesmo o latim de Roma não foi uma língua sempre igual a si mesma, apresentando fortes diferenças diacrônicas e sociolinguísticas. Do ponto de vista diacrônico, deve-se distinguir:[1][2]

Embora a literatura romana sobrevivente seja composta quase inteiramente de obras em latim clássico, a língua falada no Império Romano do Ocidente na Antiguidade tardia (200 a 600 d.C)[2] era o latim vulgar, que diferia do primeiro em sua gramática, vocabulário e pronúncia.

O latim manteve-se por muito tempo como a língua jurídica e governamental do Império Romano, mas, com o tempo, o grego passou a predominar entre os membros da elite culta romana, já que grande parte da literatura e da filosofia estudada pela classe alta havia sido produzida por autores gregos, em geral atenienses. Na metade oriental do Império, que viria a tornar-se o Império Bizantino, o grego terminou por suplantar o latim como idioma governamental e era a língua franca da maioria dos cidadãos orientais, de todas as classes.

Após a sua transformação nas línguas românicas, o latim continuou a fornecer um repertório de termos para muitos campos semânticos, especialmente culturais e técnicos, para uma ampla variedade de línguas.

Ortografia

Ver artigo principal: Alfabeto latino

Réplica da escrita cursiva romana inspirada pelos tabletes de Vindolana.

 A língua dos antigos romanos teve um forte impacto em culturas posteriores, como demonstra esta Bíblia em latim eclesiástico, de 1407.

Os romanos usavam o alfabeto latino, derivado do alfabeto itálico antigo, o qual por sua vez advinha do alfabeto grego. O alfabeto latino sobrevive hoje como sistema de escrita das línguas românicas (como o português), célticas, germânicas (inclusive o inglês) e muitas outras.

Os antigos romanos não usavam pontuação, macros (mas empregavam ápices para distinguir entre vogais longas e breves), as letras j e u, letras minúsculas (embora usassem uma forma de escrita cursiva) ou espaço entre palavras (mas por vezes empregavam-se pontos entre palavras para evitar confusões). Assim, um romano escreveria a frase "Lamentai, ó Vênus[3] e cupidos" da seguinte maneira:

LVGETEOVENERESCVPIDINESQVE

Esta frase seria escrita numa edição moderna como:

Lugete, O Veneres Cupidinesque

Ou, com macros:

Lūgēte, Ō Venerēs Cupīdinēsque

A escrita cursiva romana é encontrada nos diversos tabletes de cera escavados em sítios como fortes, como por exemplo os descobertos em Vindolana, na Muralha de Adriano, na Grã-Bretanha.

Legado

A expansão do Império Romano espalhou o latim por toda a Europa e o latim vulgar terminou por dialetar-se, com base no lugar em que se encontrava o falante. O latim vulgar evoluiu gradualmente de modo a tornar-se cada uma das distintas línguas românicas, um processo que continuou pelo menos até o século IX. Tais idiomas mantiveram-se por muitos séculos como línguas orais, apenas, pois o latim ainda era usado para escrever. Por exemplo, o latim foi a língua oficial de Portugal até 1296, quando foi substituído pelo português. Estas línguas derivadas, como o italiano, o francês, o espanhol, o português, o catalão e o romeno, floresceram e afastaram-se umas das outras com o tempo.

Dentre as línguas românicas, o italiano é a que mais conserva o latim em seu vocabulário,[4] enquanto que o sardo é o que mais preserva a fonologia latina.[5]

Algumas das diferenças entre o latim clássico e as línguas românicas têm sido estudadas na tentativa de se reconstruir o latim vulgar. Por exemplo, as línguas românicas apresentam um acento tônico distinto em certas sílabas, ao qual o latim acrescentava uma quantidade vocálica distinta. O italiano e o sardo logudorês possuem, além do acento tônico, uma ênfase consonantal distinta; o espanhol e o português, apenas o acento tônico; e no francês, a quantidade vocálica e o acento tônico já não são distintos. Outra grande diferença entre as línguas românicas e o latim é que as primeiras, com exceção do romeno, perderam os seus casos gramaticais para a maioria das palavras, afora alguns pronomes. A língua romena possui um caso direto (nominativo/acusativo), um indireto (dativo/genitivo), um vocativo e é o único idioma que preservou do latim o gênero neutro e parte da declinação.[6]

Embora não seja uma língua românica, o inglês sofreu forte influência do latim. Sessenta por cento do seu vocabulário são de origem latina, em geral por intermédio do francês. O mesmo ocorreu com o maltês, uma língua semítica falada na República de Malta, na costa sul da Itália, que fora influenciado por 50% de palavras italianas e sicilianas e, em menor grau, pelo francês em seu léxico, e que mais recentemente fora influenciado pelo inglês em 20% de seu léxico. Também herdou o alfabeto latino, sendo a única língua semítica a ser escrita neste alfabeto.

Ademais do português, outras línguas românicas surgidas a partir do latim incluem o espanhol, o francês, o sardo, o italiano, o romeno, o galego, o occitano, o rético, o catalão e o dalmático - este, já extinto.

Como o contacto com o latim escrito se manteve ao longo dos tempos, mesmo muito depois de o latim deixar de ter falantes nativos, muitas palavras latinas foram sendo introduzidas em muitas línguas. Este fenómeno acentuou-se desde o Renascimento, altura em que a cultura clássica foi revalorizada. Sobretudo o inglês e as línguas românicas receberam (e continuam a receber) muitas palavras de origem latina, mas bastantes outras línguas também o fizeram. Em especial, muitos novos termos dos domínios técnicos e científicos têm na sua base palavras latinas.

Uso moderno

 A sinalização da estação de metrô de Wallsend, na Inglaterra, estão em inglês e latim como um tributo ao papel de Wallsend como um dos postos avançados do império romano.

O latim vive sob a forma do latim eclesiástico usado para éditos e bulas emitidos pela Igreja Católica, e sob a forma de uma pequena quantidade esparsa de artigos científicos ou sociais escritos utilizando a língua, bem como em inúmeros clubes latinos. O vocabulário latino é usado na ciência, na universidade e no direito. O latim clássico é ensinado em muitas escolas, muitas vezes combinado com o grego, no estudo de clássicos, embora o seu papel tenha diminuído desde o início do século XX. O alfabeto latino, juntamente com suas variantes modernas, como os alfabetos inglês, espanhol, francês, português e alemão, é o alfabeto mais utilizado no mundo. Terminologia decorrente de palavras e conceitos em latim é amplamente utilizada, entre outros domínios, na filosofia, medicina, biologia e direito, em termos e abreviações como subpoena duces tecum, lato sensu, etc., i.e., q.i.d. (quater in die: "quatro vezes por dia") e inter alia (entre outras coisas). Estes termos em latim são utilizados isoladamente, como termos técnicos. Em nomes científicos para organismos, o latim é geralmente o idioma preferido, seguido pelo grego.

A maior organização que ainda usa o latim em contextos oficiais e semi-oficiais é a Igreja Católica (principalmente na Igreja Católica de Rito Latino). A Missa tridentina usa o latim, apesar do rito romano costumar utilizar o vernáculo local; no entanto, pode ser e muitas vezes é rezado em latim, particularmente no Vaticano. Na verdade, o latim ainda é a língua padrão oficial do rito romano da Igreja Católica e o Concílio Vaticano II apenas autorizou que os livros litúrgicos fossem traduzidos e, opcionalmente, usados nas línguas vernáculas. O latim é a língua oficial da Santa Sé e do Vaticano. A Cidade do Vaticano é também onde está instalado o único caixa eletrônico onde as instruções são dadas em latim.[7]

Nos casos em que é importante empregar uma língua neutra, como em nomes científicos de organismos, costuma-se usar o latim.

Alguns filmes, como A Paixão de Cristo, apresentam diálogos em latim. A música 'Nirvana' do Grupo El Bosco é cantada, parte em latim, e em seguida em Inglês.

Muitas organizações ainda hoje ostentam lemas em latim, como o estado brasileiro de Minas Gerais (libertas quæ sera tamen).

] Características

É caracterizado por ser uma língua flexiva. No caso dos substantivos e adjetivos a flexão é denominada declinação, no caso dos verbos, conjugação.

No latim clássico cada substantivo ou adjetivo pode tomar seis formas, ou "casos":

Também existem resquícios de um sétimo caso de origem indo-europeia, o locativo, que indica localização (por exemplo: domī , "em casa").

Dialetos

A difusão do latim por um território cada vez mais vasto teve duas conseqüências: a primeira, que o latim, ao entrar em contato com línguas diversas, exerceu um influxo mútuo mais ou menos considerável; a segunda, de certo modo conseqüência da primeira, que o latim foi se diferenciando nas diversas regiões. Enquanto os laços políticos com o centro eram fortes, as diferenças eram limitadas, mas quando esses laços enfraqueceram até se romperem completamente, as diferenças se acentuaram.

Geralmente, as populações submetidas desejavam elevar-se culturalmente adotando o latim, coisa que ocorre sempre que dois povos entram em contato: prevalece linguisticamente o que possui maior prestígio cultural. Dessa forma Roma conseguiu fazer prevalecer o latim sobre o etrusco, o osco, o umbro, o galo, e apenas sobre parte do grego, cujo prestígio cultural era maior.

As populações submetidas, federadas, etc., antes de perder sua língua em favor do latim, atravessaram um período mais ou menos longo de bilinguismo; de fato, algumas das línguas pré-romanas tiveram no território romanizado considerável vitalidade durante muito tempo. E essas línguas originárias deram uma cor específica em cada língua neolatina surgente, e permanecem presentes em topônimos dessas regiões até hoje.

Gramática

O latim não possui artigos.

Os substantivos têm dois números (singular e plural) e seis casos (nominativo, vocativo, acusativo, genitivo, dativo e ablativo). Organizam-se em cinco declinações, que se distinguem pela terminação da forma de genitivo singular: 1ª: -ae, 2ª: -i, 3ª: -is, 4ª: -us e 5ª: -ei. Nem sempre a forma de nominativo correspondente é determinável a partir da forma de genitivo. Por exemplo, nominativo uerbum, genitivo uerbi ("palavra"); mas nominativo puer, genitivo pueri (menino). Assim, para se saber declinar um nome em todas as suas formas, é preciso saber a forma de nominativo e a de genitivo; tipicamente os dicionários fornecem ambas: uerbum, uerbi e puer, pueri.

Há três géneros gramaticais: masculino, feminino e neutro. O género de um nome depende em certa medida da declinação que o nome segue, mas a associação não é completamente rígida. Os nomes da primeira declinação são quase todos femininos (p. ex., rosa, rosae "rosa"), mas os que têm referentes humanos geralmente respeitam o género natural e por isso alguns são masculinos (p. ex., nauta, nautae "marinheiro"). Os nomes da segunda declinação cujo nominativo singular termina em -um são todos neutros. Os restantes nomes desta declinação (com nominativo em -us or -r, como dominus, domini "senhor", ager, agri "campo", uir, uiri homem) são quase todos masculinos, mas há muitos nomes de árvores em -us, -i e estes são todos femininos: ficus, fici "figueira". Nas restantes declinações o género é mais arbitrário.

O adjetivo concorda com o nome que modifica ou de que é predicado em número, género e caso.

A numeração de 1 a 10 é: unus/una/unum, duo/duae/duo, tres/tria, quattuor, quinque, sex, septem, octo, novem, decem; 11 undecim, 12 duodecim, 13 tredecim, 20 viginti, 30 triginta, 100 centum.

Os verbos flexionam em pessoa, número, tempo, modo, aspeto e voz. Cada verbo pertence a uma de quatro conjugações, que se distinguem por exemplo pela forma de infinitivo presente ativo: 1ª: -are, 2ª: -ēre, 3ª: -ěre, 4ª: -ire. O lema de um verbo latino (isto é a forma de dicionário) não é contudo uma forma de infinitivo mas sim a forma de primeira pessoa singular do presente do indicativo ativo: p.ex., o verbo sum ("sou"), não esse ("ser").

O latim possui muito poucos nomes e verbos com flexão verdadeiramente irregular, mas contém muitíssimos verbos cujas formas se baseiam em radicais diferentes e que não são previsíveis entre si. Por exemplo, o verbo cano ("cantar"), tem formas como cano ("canto", radical can-), cecini ("cantei", radical cecin-) e cantum ("para cantar", radical cant-).

O pronome interrogativo é quis (masculino e feminino) "quem?", quid "quê?". Quis possui formas plurais qui/quae/qua. Os demonstrativos são is/ea/id, hic/haec/hoc, "este/esta/isto", iste, ista, istud "esse, essa, isso", ille/illa/illud "aquele/aquela/aquilo". Os pronomes pessoais são: singular ego "eu", tu "tu"; plural nos "nós", uos "vós". Para a terceira pessoa podem usar-se demonstrativos ou sobretudo sujeitos nulos.

A ordem canónica do latim clássico é SOV, mas é uma língua não configuracional: a ordem das palavras não está diretamente ligada a funções gramaticais, pois a flexão em caso é muitas vezes suficiente para determinar estas funções. Por exemplo, as seguintes frases latinas significam todas "Marco ama Cornélia", uma vez que a forma Marcus é nominativa e a forma Corneliam é acusativa:

  • Marcus Corneliam amat
  • Marcus amat Corneliam
  • Amat Marcus Corneliam
  • Amat Corneliam Marcus
  • Corneliam Marcus amat
  • Corneliam amat Marcus

A frase "Cornélia ama Marco" seria Cornelia Marcus amat.

Casos no Latim

Nominativo

  • Sujeito
  • Predicativo do Sujeito

-a no singular Ex: "Bona discipula sum" ("Boa discípula sou", ou, "[Eu] sou [uma] boa discípula")

-ae no plural Ex: "Ideo servae sedulae sunt" ("Por isso, escravas aplicadas são", ou, "Por isso, [as] escravas são aplicadas")

Acusativo

  • Objeto Direto

-am no singular Ex.: Staphyla Phaedram amat. "Estáfila ama Fedra"

-as no plural Ex.: Staphyla Phaedras amat. "Estáfila ama as Fedras".

Genitivo

  • Adjunto Adnominal (indicando posse)

Ex.: Amica Staphylae etiam serva est. "A amiga de Estáfila ainda é escrava"

Dativo

  • Objeto Indireto

Ex.: Phaedra servae rosam dat. "Fedra dá a rosa à escrava"

Ablativo

  • Adjunto Adverbial

Ex.: Cum amica ambulat. "Anda com a amiga"

  • Agente da Passiva

Ex.: Filius amatur a matre. "O filho é amado pela mãe"

Vocativo

  • Vocativo, como no Português

Ex.: Domine, cur laudas discipulas? "Senhor, por que louvas as alunas?"

Casos e Complementos

Em português, diferenciamos os complementos verbais por posição e por preposições. Em orações afirmativas, por exemplo, o sujeito vem tipicamente antes do verbo e os outros complementos vêm tipicamente depois do verbo. Abaixo temos os sujeitos em negrito e os outros complementos com a primeira letra em negrito.

Pedro ama Fabíola.

Fabíola ama Pedro.

Pedro adora chocolate.

Pedro gosta muito de chocolate.

Em latim, contudo, além da posição relativa dos complementos e das preposições, também se diferenciavam os complementos verbais pela escolha das terminações dos nomes.

Sujeitos

Os sujeitos, no latim, ocorrem tipicamente no caso nominativo e "denotativo"

Oc.: hic homō ex amōre insānit (esse homem enloqueceu por amor)

Podem também ocorrer no caso acusativo quando uma oração complementar representa o que alguém gosta, imagina, deseja, percebe ou diz.

Ex.: ego hunc hominem ex amōre insānīre cupiō (quero que esse homem enlouqueça por amor)

Outros Complementos

Aquilo que se faz, se imagina, se deseja, se percebe e se diz ocorre tipicamente no caso acusativo.

Oc.: sed eccum lēnōnem videō

Aquilo que se atinge e se dá para alguém ocorre tipicamente no caso acusativo.

Oc.: […], ut ego hunc lēnōnem perdam

Alguém a quem se dá ou se diz algo ocorre tipicamente no caso dativo.

Oc.: tuos servos aurum ipsī lēnōnī dabit

Oc.: haec verba lēnōnī dīcī

Alguém a quem algo pertence também ocorre tipicamente no caso dativo.

Oc.: servos est huic lēnōnī Surus

Aquilo que se usa ocorre no caso ablativo.

Oc.: ego rectē meīs auribus ūtor

Conjugação

Tempo

  • Presente: Descreve ações no presente.

Ex.: Lucius amphoram domum portat

  • Imperfeito: Descreve ações contínuas.

Ex.: Lucius ibi ambulabat

  • Futuro: Descreve ações futuras.

Ex.: Lucius uinum bibet

  • Perfeito simples: Descreve ações no pretérito.

Ex.: Lucius mane surrexit

  • Mais que perfeito: Descreve ações no pretérito mais-que-perfeito.

Ex.: Lucius totam noctem peruigilauerat

  • Futuro perfeito: Descreve ações planejadas antes de ocorrerem.

] Modo

  • Indicativo
  • Infinitivo
  • Imperativo
  • Subjuntivo

Pessoa

  • 1ª do singular: Ego
  • 2ª do singular: Tu
  • 3ª do singular: Is / Ea / Id
  • 1ª do plural: Nos
  • 2ª do plural: Vos
  • 3ª do plural: Ei / Eae / Ea

(Em latim, não existem pronomes do caso reto para a 3ª pessoa do singular: faz-se o uso de pronomes demonstrativos para indicar essa ausência).

Numerais

Os numerais latinos podem ser Cardinais, Ordinais, Multiplicativos e Distributivos.

Cardinais

Os dois primeiros Cardinais, 1 e 2, declinam nos 3 gêneros (M, F, N), no singular / plural e nos 5 casos (Nom. Acu. Gen,. Dat, Abl.). O cardinal 3 declina também em número e nos 5 casos, porém tem apenas duas formas para gênero; Neutro e Masc+Fem. Os demais cardinais até 100 não declinam.

Os cardinais são:

  • primeira dezena: unus, duo, tres, (esses aqui Nom. Sing. Masc.), quattuor, quinque, sex, septem, octo, nouem, decem:
  • de 11 a 17 são formados por "unidade + decim (dez): undecim, duodecim, tredecim, quattuordecim, quinquedecim, sedecim, septendecim;
  • 18 e 19 são formados pelo que falta para "uiginte" (vinte): respect.: duodeuiginte, undeuiginte;
  • 20, 30, 40, etc. até 100 (dezenas): unginte, triginta, quadraginta, quinquaginta, sexaginta, septuaginta. Octaginta, nonaginta, centum:
  • dezenas + unidades:
    • dezena + 1 a 7; Ex.: 21 a 27 – uiginte unus até uiginte septum;
    • dezena + 8 e 9; Ex.: 28 e 29 – similar a 18 e 19 – duodetriginta, unodetrigimta;
      • Nota – isso vale até 99;
  • centenas – só existem no plural e declinam: ducenti, trecenti… até sexcenti: septigenti até nongenti;
  • milhares: Mille, duo milia, tria milia… viginti milia… centi milia, etc;

Ordinais

Os ordinais indicam em latim, além da seqüência, as frações. São declináveis como Adjetivos da primeira classe. Apresentam as formas como segue:

  • primus, secundus, tertius, quartus, quintus, sextus, septimus, octauus, nonus, decimus.
  • undecimus, duodecimus; de 13 a 19 temos: tertius decimus, quartus decimus, etc… até nonus decimus;
  • dezenas: uicesimus, trigesimus, quadragesimus, etc… até nonagesimus, centesimus.
  • milhares: ducentesimus, tricentesimus, etc.

Multiplicativos

Os Adjetivos declinam conforme adjetivos de segunda classe e são; Simplex, duplex, triplex, etc.

Os Advérbios (uma vez, duas vezes, etc) não tem declinação e são: Semer, bis, ter, quater, etc.

Distributivos

São também declináveis, indicam "de um em um", "de dois em dois" e assim por diante. Apresentam a forma: singuli, bini, terni, quaterni, etc.. até nuoeni, deni; dezenas: uiceni, triceni, etc. [8]

Notas

  1. La storia della lingua latina. BETTINI, M. (cur.), Letteratura e antropologia di Roma antica, vol. I, Firenze: La Nuova Italia, 2005.
  2. a b FISCHER, S. R. 'Uma breve História da Linguagem. São Paulo: Novo Século, 2009.
  3. A palavra Vênus aqui é plural.
  4. Grimes, Barbara F.. Ethnologue: Languages of the World. thirteenth edition ed. Dallas, Texas: Barbara F. Grimes, 1996October. ISBN 1-55671-026-7
  5. Foreign Languages: Italian, especificamente: "Sardo conserva muitas características arcaicas do latim que desapareceram no italiano, como o som k duro em palavras como chelu, correspondente ao italiano cielo."
  6. Columbia University Language Resource Center
  7. Moore, Malcom (28 January 2007). "Pope's Latinist pronounces death of a language". The Daily Telegraph.
  8. Iniciação ao latim - Zélia de Almeida Cardoso– Editora Ática SP – 6a Edição 2006

Ver também